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Três tradings voltam a comprar arroz para exportação no RS a R$ 90 por saca

Federarroz diz que a entrada dos compradores deve segurar o mercado, mas crédito lento e chuva no plantio seguem como entraves.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 12:11 · 2 min de leitura

Três tradings voltam a comprar arroz para exportação no RS a R$ 90 por saca
Foto: Divulgação/Safras

As compras de arroz para exportação foram retomadas no Rio Grande do Sul, a um preço médio de R$ 90 por saca , após um período de negócios parados. Três tradings entraram no mercado na quinta-feira (15) , segundo a Federação das Associações de Arrozeiros do RS (Federarroz). A entidade não informou quais são as empresas nem o volume comprado.

Para o produtor, o valor funciona como referência de preço e pode sustentar as cotações no curto prazo. O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, explicou que os compradores seguraram as negociações por causa da mudança do dólar . Ele afirmou que a volta das tradings "deve segurar o mercado" .

Crédito lento e plantio desigual

O dinheiro para a safra 2026/27 segue sendo um problema. Segundo Nunes, os produtores enfrentam dificuldade para acessar o crédito, e as negociações com os bancos avançam lentamente.

No campo, o avanço geral do plantio supera o do mesmo período da safra anterior, mas varia entre as regiões . O Irga informa que 317 mil hectares foram semeados, 36,83% da intenção de 861.778,96 hectares.

A Fronteira Oeste lidera, com 65,90% da área regional semeada.

Há atrasos no Litoral Norte, na Planície Costeira Interna e na Zona Sul, especialmente em Arroio Grande, Pelotas e Rio Grande. A Federarroz atribui os atrasos às chuvas e às temperaturas baixas.

Área menor e preço pouco atrativo

A área prevista é 3,4% menor que os 891.908,50 hectares cultivados na safra 2025/26.

Juandres Horbe Antunes, diretor comercial do Irga, disse que a queda na área mostra que o preço pago ao produtor não tem sido atrativo.

Quem precisa de apoio para destravar o financiamento deve procurar as entidades representativas do setor, como a Federarroz e suas associações regionais. A orientação é da própria federação, que diz que a situação financeira para a próxima safra continua atrasada.

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