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Chuva trava a soja no RS: na região de Santa Rosa, só 6% da área foi semeada
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Soja cai pela 5ª sessão em Chicago e preço recua até R$ 1,50 por saca no RS

Contrato de novembro fecha a US$ 463,43 por tonelada, a menor cotação em sete semanas, enquanto o produtor gaúcho segura as vendas.

Por que afeta o RS: A queda na Bolsa de Chicago pressiona as referências de preço da soja recebidas pelo produtor gaúcho.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 12:18 · 2 min de leitura

Ilustração: lavoura de soja, tema da cotação da oleaginosa na Bolsa de Chicago e no mercado gaúcho. Crédito original: Tiago Fioreze / Wikime
Foto: Tiago Fioreze / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A soja fechou em queda pela quinta sessão seguida na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (16). O contrato de novembro terminou a US$ 12,6125 o bushel , o equivalente a US$ 463,43 por tonelada, e chegou a tocar o nível mais baixo desde 27 de agosto . Na semana, o recuo foi de US$ 11,30 por tonelada (2,38%), ante US$ 474,73 na sexta anterior.

Quadro: Soja cai pela 5ª sessão em Chicago e preço recua até R$ 1,50 por saca no RS
Entenda em um quadro · Bairrista

No Rio Grande do Sul, a saca de 60 quilos valia R$ 147,50 em Passo Fundo, R$ 148,50 em Santa Rosa e R$ 156,50 no porto de Rio Grande nesta sexta.

Dólar segurou o tombo nos dias anteriores

O câmbio pesa na conta do produtor. Na quinta-feira (15), o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, disse que a forte valorização do dólar compensou a queda firme em Chicago e evitou mudança nas cotações do físico. Na sexta, as cotações em Chicago tiveram pequenas perdas, assim como o dólar, enquanto os prêmios ficaram sem alterações relevantes .

O mercado brasileiro teve poucos negócios. As ofertas foram escassas e as indicações, na maioria, nominais.

Segundo Silveira, os produtores reduziram um pouco a distância entre o que pedem e o que os compradores oferecem, mas sem ceder o bastante para destravar a comercialização.

Colheita nos EUA pressiona; China dá suporte

Em Chicago, a pressão vem do avanço da colheita. O mercado espera que os americanos colham a maior safra da história.

O fraco esmagamento nos EUA em setembro também levou os preços aos menores níveis em sete semanas , segundo a Safras & Mercado. Nem a boa demanda chinesa impediu a nova sessão de perdas.

A Emater/RS-Ascar informa que o plantio alcançou 6% da área projetada na região de Santa Rosa , com a umidade em excesso a atrapalhar a semeadura. No país, a semeadura da safra 2026/27 chegava a 29,5% da área estimada até 16 de outubro, contra 20,4% uma semana antes , segundo a Safras & Mercado.

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