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Centro Cultural 25 de Julho reabre em Erechim após dez meses fechado por granizo

Obras trocaram a cobertura por telhas termoacústicas, criaram rampa de acessibilidade e reforçaram a prevenção contra incêndio no prédio inaugurado em 1983.

Redação Bairrista · Repórter de Cultura · · 2 min de leitura

Auditório do Centro Cultural 25 de Julho, em Erechim, com as poltronas cobertas por lonas durante as obras após os danos do temporal de granizo.
Foto: Divulgação/Governo do RS

O Centro Cultural 25 de Julho, em Erechim, reabriu na segunda-feira (19) à noite, dez meses depois de ser fechado por causa dos estragos da tempestade de granizo de 23 de novembro de 2025. A reabertura teve dança, teatro, música, pintura ao vivo e exposições.

Quadro: Centro Cultural 25 de Julho reabre em Erechim após dez meses fechado por granizo
Entenda em um quadro · Bairrista

Para quem frequenta o espaço, a volta traz um prédio com mais conforto e segurança. Artistas, equipes técnicas e público de Erechim e região passam a contar com rampa interna de acessibilidade, palco com piso novo e iluminação cênica adequada às apresentações. Inaugurado em 1983, o centro é um dos espaços culturais de Erechim.

O que mudou no prédio

A cobertura foi substituída por telhas metálicas termoacústicas. Os ambientes internos receberam reparos e pintura. O palco ganhou piso de madeira, e o auditório, carpete. As poltronas e as cortinas foram higienizadas, e o foyer recebeu iluminação nova.

Na escadaria principal, foi instalado carpete. A obra incluiu ainda a revisão do sistema de climatização e adequações de segurança e prevenção contra incêndio.

O prefeito Paulo Polis afirmou que a obra foi além do conserto do granizo. "Ficar sem o 25 por esses dez meses não foi simples, não foi fácil. Mas sabíamos que precisávamos devolver um espaço ainda melhor", afirmou. "Como é bom retornar a essa casa, como é bom ver essa casa viva."

O secretário de Cultura, Esporte e Economia Criativa, Wallace Soares, disse que a retomada abre a chance de ampliar a programação artística e valorizar os talentos locais. A presidente do Conselho do Centro Cultural, Marlei Klein, falou da história do espaço e do envolvimento da etnia alemã. A vereadora Sandra Picoli representou a Câmara de Vereadores.

Noite teve dança, monólogo e pintura ao vivo

O público foi recebido no foyer com música do flautista Arthur Bortulini e do violinista Thiago Woicolesko. No palco, três grupos dançaram: o Centro de Belas Artes Oswaldo Engel, com Corpo Modular, da professora Jéssica Psendziuk Barraso, interpretada pela bailarina Valentina Vitória Zis; o Block Dance Estúdio, com De modo subentendido, do professor Arthur dos Santos; e o Grupo Bahir, com Drakar.

O ator Rafa Hoss apresentou um monólogo em que o próprio prédio conta sua história, inclusive o dia da chuva: "A água escorreu pelas minhas paredes, atingiu meu palco, minha iluminação, meu sistema de som…". A artista plástica Maria Paula Giacomini pintou ao vivo o palco e o público presente.

As exposições ocuparam o espaço durante a programação:

  • Pequenas Delicadezas, de Maria Emília Bottini, feita com apoio do Fundo de Apoio às Artes e à Cultura de Erechim;
  • obras da professora do Centro de Belas Artes Carla Denize Barreto Bernardi;
  • Cidade que Permanece, do Departamento de Patrimônio Histórico;
  • Memórias, do Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font.

Um vídeo institucional também contou a história do centro e as etapas da recuperação, com depoimentos de arquitetos e outros envolvidos na obra.

A Orquestra de Concertos de Erechim (OCE), sob regência do maestro Bernardo Grings, encerrou a noite.

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