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Cotribá descarta vender fatia na CCGL, que valeria menos de R$ 500 mil

Direção quer retomar negócios com associados por meio da central, enquanto cooperados votam nesta terça (20), em Ibirubá, a liquidação com continuidade das atividades.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 3 min de leitura

Foto: Cotribá descarta vender fatia na CCGL, que valeria menos de R$ 500 mil
Foto: Divulgação/Governo do RS

O presidente da Cotribá, Sérgio Strentzke, descartou vender a participação da cooperativa na Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) para levantar caixa. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Cidade FM 104.9, na sexta-feira (16), ele disse que as regras estatutárias dariam à cooperativa menos de R$ 500 mil numa eventual saída.

Quadro: Cotribá descarta vender fatia na CCGL, que valeria menos de R$ 500 mil
Ficha de serviço · Bairrista

Para os associados que votam nesta terça (20), em Ibirubá, no Planalto Médio, a mensagem é que o pagamento da dívida não virá da venda dessa fatia. A direção aposta em retomar o faturamento, com operações de leite e grãos feitas por meio da estrutura da CCGL.

"Desastre financeiro"

Strentzke afirmou que a fatia da Cotribá não se converte em dinheiro equivalente ao valor dos empreendimentos da central. "Estatutariamente isso seria um desastre financeiro", disse. A central reúne operações na cadeia do leite e os terminais portuários Termasa e Tergrasa, em Rio Grande.

O presidente citou uma participação entre 11% e 13%, mas disse que não consultou a CCGL para confirmar o percentual atual. Segundo ele, o índice varia conforme as operações feitas pelas cooperativas integrantes. Strentzke não indicou qual artigo do estatuto limita o valor de saída nem como chegou ao teto de R$ 500 mil.

Aposta é no balcão, não no patrimônio

Strentzke disse ter conversado com o presidente da CCGL, Caio Vianna, e recebido manifestação de apoio. A ideia é ampliar o uso das estruturas da central, sobretudo no leite e na comercialização de grãos. "A operação disso via CCGL é muito importante para nós", afirmou.

Para o presidente, quem vai pagar a conta não é o patrimônio nem o valor contábil da cooperativa, mas as operações comerciais dos associados com a Cotribá. A direção não apresentou projeção de faturamento nem contratos fechados com a CCGL.

Strentzke também disse que a Cotribá perdeu peso nas decisões da central por causa de uma indicação inadequada da administração anterior para representá-la. Ele classificou a participação atual como deficitária, mas não deu detalhes. Strentzke era vice-presidente e assumiu o comando depois da renúncia de Carlos Diehl, que ficou pouco mais de seis meses no cargo.

Passivo declarado à Justiça chega a R$ 1,427 bilhão

O passivo apresentado no pedido de recuperação judicial de abril somava cerca de R$ 1,427 bilhão, distribuído entre 20.614 credores. Em setembro, a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RS decidiu, por unanimidade, que a Cotribá não tinha legitimidade para usar a recuperação judicial.

A assembleia extraordinária reúne os 11.393 associados em Ibirubá e vota a dissolução voluntária da cooperativa. A liquidação extrajudicial permite continuar operando, renegociar dívidas com bancos e suspender processos judiciais por até dois anos. Aprovar a dissolução não significa fechar todas as unidades de imediato, mas a finalidade é encerrar a sociedade, levantando ativos e pagando credores.

A direção defende que a aprovação permitiria reorganizar os negócios e negociar em melhores condições com parceiros comerciais e instituições financeiras. O edital autoriza empréstimos no BNDES, no BRDE e no Badesul.

O que a assembleia define

Se os associados aprovarem, a razão social ganha o complemento "em Liquidação". Também são nomeados um liquidante, com honorários mensais, e um Conselho Fiscal de três efetivos e três suplentes. O edital prevê assembleias a cada seis meses, para relatório, balanço e prestação de contas da liquidação.

Serviço: a assembleia geral extraordinária da Cotribá é nesta terça (20), em Ibirubá. Os nomes indicados para liquidante e Conselho Fiscal só se conhecem depois da votação. A Cotribá não informou o horário nem o local exato da reunião.

Perguntas frequentes

Onde e quando é a assembleia da Cotribá que vota a dissolução?

A assembleia geral extraordinária é nesta terça (20), em Ibirubá. A Cotribá não informou o horário nem o local exato.

Quantos associados podem votar?

A assembleia reúne os 11.393 associados da Cotribá.

Aprovar a dissolução fecha as unidades imediatamente?

Não. Aprovar a dissolução não significa fechar todas as unidades de imediato, mas a finalidade é encerrar a sociedade, levantando ativos e pagando credores.

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