Campanha de Flávio promete transição de 2 anos no Bolsa Família; RS tem 523 mil famílias
Daniella Marques, coordenadora econômica do candidato do PL, também anunciou carência de seis meses para dívidas de famílias e de 12 meses para micro e pequenas empresas.
Por que afeta o RS: Mudanças no Bolsa Family e na renegociação de dívidas de pequenos negócios atingem milhares de famílias e empresas no RS.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, prometeu nesta segunda (19) uma regra de transição de dois anos no Bolsa Família. A ideia é que beneficiários abram um negócio ou aceitem emprego de carteira assinada, com retorno automático ao programa se não der certo. A declaração foi dada à CBN Bahia.

Se a proposta virasse regra, atingiria as famílias gaúchas do programa. Em abril, segundo o governo federal, 523.628 famílias dos 497 municípios do Rio Grande do Sul receberam o Bolsa Família. O investimento federal no estado passou de R$ 349,44 milhões naquele mês.
Plano de dívidas prevê carência de seis e 12 meses
Marques também anunciou um plano emergencial de reestruturação de dívidas. Famílias teriam seis meses de carência, e micro e pequenas empresas, 12 meses para recompor a capacidade de pagamento. A campanha não apresentou custo nem fonte de financiamento.
Sobre o Bolsa Família, ela disse que "as pessoas não podem ficar presas para sempre" no programa. Atribuiu à Caixa e ao Banco do Nordeste um papel de apoio ao pequeno empreendedor, principalmente na oferta de crédito. Os critérios da transição e as condições do retorno automático não foram detalhados.
A fala gerou ruído até entre aliados. Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, apoiadores de Flávio minimizaram a polêmica. Eles explicaram que haveria uma transição de dois anos para abrir negócio ou aceitar emprego com carteira assinada. A equipe do candidato também prevê um Ministério da Prosperidade, responsável por crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas.
Corte de privilégios, sem estimativa
Marques rebateu as acusações do PT de que Flávio cortaria programas sociais ou aposentadorias. Disse que o corte será em privilégios em Brasília, como férias de 60 dias, supersalários e viagens, além de desperdícios da máquina pública e do rombo das estatais. Não houve estimativa de economia.
A entrevista foi dada em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
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