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Blindado de El Salvador é incendiado no Haiti; quatro militares escapam do veículo

Helicópteros enviados ao local também foram alvejados, e a força internacional tem pouco mais de 2.000 agentes, ante 5.550 autorizados.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Helicóptero militar sobrevoa veículo da ONU enquanto um integrante de capacete azul se aproxima, em área aberta no Haiti.
Foto: Mass Communication Specialist 2nd Class Daniel Barker / Wikimedia Commons (Public domain)

Um blindado das Forças Armadas de El Salvador foi atacado com tiros e explosivos e incendiado no domingo (18), em Croix-des-Bouquets, na região de Porto Príncipe. Os quatro técnicos de aviação conseguiram sair do veículo em chamas. O grupo integra a Força de Supressão de Gangues (GSF), apoiada pela ONU.

Os helicópteros enviados para apoiar a operação também foram alvo de tiros. As Forças Armadas não informaram quantas aeronaves foram atingidas nem se houve danos.

Combates dificultaram o acesso à área

Segundo as Forças Armadas de El Salvador, as tentativas de chegar à área por terra e por ar foram dificultadas pela intensidade dos combates. Na segunda (19), o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, disse ao Conselho de Segurança que, segundo a avaliação americana, os quatro sobreviveram, mas seguiam sem localização confirmada. A CBC atualizou sua cobertura para informar que os militares já foram localizados. O estado de saúde deles não foi detalhado.

A autoria não foi reivindicada, e nenhuma gangue foi apontada oficialmente.

Força opera abaixo do efetivo previsto

É o primeiro grande ataque à GSF desde que ela começou a operar, ainda de forma limitada. O representante especial da força, Jack Christofides, afirmou na ONU que as gangues estão testando a força e que os ataques contra ela aumentaram.

Christofides disse que a GSF tem agentes de seis países, mas segue bem abaixo do efetivo autorizado e precisa de equipamento, logística e dinheiro. O Conselho de Segurança autorizou uma força de 5.550 integrantes para substituir a antiga missão liderada pelo Quênia. Entre os soldados em campo estão contingentes de Chade, Jamaica e Guatemala, além de El Salvador.

A GSF informou que avalia a situação e orientou os moradores da área do ataque a permanecerem em casa.

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