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Baleia-franca semialbina é flagrada com filhote da mesma cor em Imbituba (SC)

Levantamento de 25 e 26 de setembro contou 185 baleias entre Florianópolis e Rio Grande, 21 delas no litoral gaúcho, e a temporada de 2026 teve a chegada mais antecipada em mais de 30 anos.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:17 · 2 min de leitura

Baleia-franca-austral nadando em águas do litoral sul do Brasil. Foto: Valter Castanho / Wikimedia Commons
Foto: Valter Castanho / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Pesquisadores do Projeto Franca Austral (ProFRANCA) registraram por drone, na quarta (14), uma fêmea de baleia-franca-austral semialbina nadando com um filhote de coloração semelhante. O flagrante ocorreu na Praia da Ribanceira, em Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina.

Quadro: Baleia-franca semialbina é flagrada com filhote da mesma cor em Imbituba (SC)
Entenda em um quadro · Bairrista

O Instituto Australis, responsável pelo projeto, afirma que o registro da dupla é inédito no Brasil.

O litoral gaúcho também entra nesta história. No sobrevoo científico de 25 e 26 de setembro, o ProFRANCA contou 185 baleias entre Florianópolis e Rio Grande. 21 Do total, 21 estavam no litoral do Rio Grande do Sul.

Dupla foi achada em monitoramento semanal

Segundo Kevin Christmann, coordenador de pesquisa do ProFRANCA, a equipe encontrou a dupla durante o monitoramento semanal na região.

O ponto fica nas enseadas da Ribanceira e de Ibiraquera, área central da APA da Baleia Franca.

Segundo a reportagem do Diarinho, é a primeira vez que o caso ocorre em mais de 40 anos de monitoramento.

O Instituto Australis descreve o semialbinismo como uma condição genética que altera a pigmentação do animal. Pela explicação dos pesquisadores, a característica está ligada ao cromossomo X: as fêmeas precisam herdar duas cópias do gene associado à condição, e os machos podem apresentá-la com uma só. O sexo do filhote de Imbituba ainda não foi determinado.

Eduardo Renault, diretor de projetos do ProFRANCA e do Instituto Australis, explica que a característica permite investigar a herança genética da população. Ele avalia que um único animal semialbino, isoladamente, não comprova aumento da diversidade genética.

Sobrevoo contou 89 fêmeas com filhotes

No trajeto de cerca de 700 quilômetros, os pesquisadores identificaram 89 fêmeas acompanhadas de filhotes e sete adultos solitários.

A maior concentração ficou nas enseadas da Ribanceira e de Ibiraquera, mas houve baleias ao longo de todo o percurso.

Renault afirmou que os animais vistos no RS e no extremo sul catarinense possivelmente seguem para a área de alimentação.

Segundo o ProFRANCA, este ano teve a chegada mais antecipada de baleias-francas desde o início das pesquisas, há mais de 30 anos.

Os animais são identificados pelas marcas naturais da cabeça, uma espécie de impressão digital.

A temporada de baleias-francas no litoral sul do Brasil costuma ir de julho a novembro. O ProFRANCA é desenvolvido pelo Instituto Australis em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

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