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Trabalho infantil cai 9,2% no país e Sul fica acima da média, com 4,4% e 233 mil casos

Pnad do IBGE aponta o Bolsa Família como fator da queda nacional, mas a Região Sul reduziu menos que o país desde 2016 e tem a maior proporção de adolescentes de 16 e 17 anos trabalhando.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 09:28 · 2 min de leitura

Trabalho infantil cai 9,2% no país e Sul fica acima da média, com 4,4% e 233 mil casos
Ilustração: Bairrista/IA

O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil em 2025, o equivalente a 4,0% dessa faixa etária. Os dados da Pnad Contínua foram divulgados pelo IBGE nesta sexta (16). O número é 9,2% menor que o de 2024 e o mais baixo da série, iniciada em 2016.

Para o Sul, o retrato é menos favorável que o nacional. Segundo o IBGE, o trabalho infantil atinge 4,4% da população de 5 a 17 anos na Região Sul , acima dos 4,0% da média do país. O levantamento divulgado não traz o recorte do Rio Grande do Sul.

Sul reduziu menos que o país desde 2016

O contingente da Região Sul passou de 292 mil para 233 mil pessoas entre 2016 e 2025 , uma queda de 20,2%. No país, o total de trabalhadores infantis caiu 29% no mesmo período .

O Sul também lidera em outro recorte. É a região com a maior proporção de adolescentes de 16 e 17 anos em trabalho infantil: 17,8%, à frente do Norte, com 17,6%. No país, a prevalência nessa faixa etária chega a 14,5% . Na população total de 5 a 17 anos, a maior proporção está no Norte, com 6,3%. O menor percentual é o do Sudeste, com 3,3%.

Lares do Bolsa Família concentram mais de 95% da queda

Nos lares do Bolsa Família, o número de crianças e adolescentes em trabalho infantil caiu 20,1% em um ano, de 717 mil em 2024 para 573 mil em 2025 . A redução de 144 mil casos respondeu por mais de 95% da queda registrada no total nacional . Nesse grupo, a taxa é de 4,4%. Em 2016, era de 7,3%, contra 5,2% da média nacional.

O pesquisador do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, responsável pelos dados, afirmou que o programa "pode ter contribuído" ao garantir renda mínima às famílias. Fontes também citou outros fatores: o mercado de trabalho aquecido e a taxa de desocupação em mínimas históricas . Ele mencionou ainda políticas públicas, inclusive do Ministério Público do Trabalho, e o aumento da renda domiciliar per capita em 2025.

Escola e piores formas de trabalho

Entre os beneficiários do Bolsa Família em trabalho infantil, 89,8% frequentavam a escola, acima dos 86,9% do total de crianças e adolescentes nessa situação . Na faixa de 16 e 17 anos, apenas 79,6% dos que trabalham estavam na escola, contra 89,6% de toda a população da mesma idade .

Dos 1,499 milhão em trabalho infantil, 525 mil estavam em ocupações classificadas como piores formas de trabalho infantil . Quem tiver informações sobre trabalho infantil pode denunciar pelo Disque 100. O canal do governo federal para violações de direitos de crianças e adolescentes funciona 24 horas e é gratuito.

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