Naufrágio no Djibuti deixa 139 mortos, incluindo 15 crianças; 84 seguem desaparecidos
Barco com 305 migrantes etíopes virou a caminho do Iêmen, e não da Europa; a OIM diz que o total de vítimas pode subir.
Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 10:07 · 1 min de leitura

Um barco com 305 pessoas virou na madrugada de 9 de outubro perto de Guehere, ao norte de Obock, na costa do Djibuti. Pelo menos 139 migrantes morreram e outros 84 continuam desaparecidos, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU.
O barco saía do Djibuti em direção ao Iêmen.
É a chamada Rota Oriental, que liga o Chifre da África à Península Arábica, e a OIM a considera um dos naufrágios mais mortais já registrados ali.
Balanço subiu de 109 para 139
O total de mortos subiu de 109 depois que os corpos de mais 30 pessoas foram recuperados.
No balanço anterior, os 109 corpos incluíam 52 homens, 42 mulheres e 15 crianças, nove meninas e seis meninos. Os mais de 80 sobreviventes são todos etíopes.
As autoridades do Djibuti seguem com as buscas.
Elas também cuidam dos sobreviventes e providenciam os sepultamentos.
A OIM atende os sobreviventes no seu centro de resposta a migrantes em Obock, com saúde, apoio psicológico, comida e abrigo.
Rota segue movimentada
Em 2025, mais de 900 migrantes morreram ou desapareceram nessa rota, segundo o Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM.
Desde 10 de setembro, a agência registrou mais de 20 mil entradas de migrantes vindos da Etiópia no Djibuti, mesmo com a retomada dos combates em larga escala no Iêmen.
A OIM informou que o número de mortos ainda pode aumentar, porque as operações de busca e recuperação continuam na costa de Obock.
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