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Urgente Ataque russo deixa 3 mortos em Kyiv e ao menos 600 mil sem luz na Ucrânia
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Ataque russo deixa 3 mortos em Kyiv e ao menos 600 mil sem luz na Ucrânia

Zelensky diz que 26 instalações elétricas e quatro de petróleo e gás foram danificadas e acusa Moscou de ignorar o cessar-fogo de energia anunciado por Trump.

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 13:34 · 3 min de leitura

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Foto: Main Directorate of the State Emergency Service of Ukraine in Kyiv / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Ataques russos com mísseis e drones durante a madrugada desta quarta (14) atingiram Kyiv, a região da capital e Kharkiv. Pelo menos 600 mil pessoas ficaram sem energia elétrica, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Só em Kyiv, ao menos três pessoas morreram e 21 ficaram feridas, informou o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia.

O ataque aconteceu três dias depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciar um "cessar-fogo de energia" entre Rússia e Ucrânia. Zelensky disse que o alvo foi justamente a infraestrutura que o anúncio de Trump deveria proteger. Para quem vive no RS, o efeito é indireto: o diesel está no centro dessa disputa, e o preço dele está em alta no mundo todo.

Zelensky fala em 30 instalações de energia danificadas

Segundo Zelensky, a Rússia lançou 39 mísseis balísticos e 120 drones de ataque contra infraestrutura de energia e outros alvos críticos. Ele afirmou que houve danos significativos em 26 instalações do sistema elétrico e em quatro de petróleo e gás. O presidente também disse que o número de pessoas sem luz pode aumentar.

A contagem de mortos em Kyiv varia conforme a fonte. A polícia ucraniana falou em cinco mortos na capital, segundo a agência alemã dpa.

Míssil atinge prédio residencial em Desnianskyi

Bombeiros combateram um incêndio em um prédio residencial atingido por míssil balístico no distrito de Desnianskyi, em Kyiv. Zelensky havia dito que o alvo principal era a Central de Calor e Energia nº 4 (CHPP-4), uma das principais usinas da capital.

Segundo a Ukrenergo, estatal da rede elétrica, as interrupções se espalharam por Kyiv e por outras regiões. Entre elas estão Kharkiv, Chernihiv, Sumy, Donetsk, Dnipropetrovsk, Khmelnytskyi e Zaporizhzhia. Equipes de emergência e de energia trabalhavam nos reparos, mas não havia prazo confirmado para o restabelecimento total.

Moscou diz que mirou alvos militares

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter atingido instalações de comunicação e energia em Kyiv, na região da capital e na região de Kharkiv. Segundo a agência estatal TASS, a pasta afirmou que os locais davam apoio à indústria militar e às Forças Armadas da Ucrânia.

O cessar-fogo que ninguém confirmou

Trump escreveu em rede social que o cessar-fogo de energia valia "imediatamente" e que as duas partes haviam concordado. Na segunda (12), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não disse se a Rússia aceitou e afirmou apenas que os contatos continuam. Questionado por jornalistas, Trump respondeu que os dois lados concordaram porque ele disse que concordaram.

Zelensky afirmou que Kyiv aceitaria a pausa se Moscou fizesse o mesmo. Depois do ataque, pediu a Trump sanções duras contra a Rússia e mais mísseis para as defesas antiaéreas Patriot. Ele disse que "nunca houve um desprezo tão demonstrativo da Rússia pelos Estados Unidos". A Casa Branca não havia comentado o ataque até a publicação desta matéria.

Diesel entra na conta

O anúncio do cessar-fogo veio dois dias depois de Trump suspender temporariamente sanções americanas ao diesel russo. A decisão causou indignação na Europa e na Ucrânia. O preço do diesel está em níveis recordes no mundo desde fevereiro, quando os EUA iniciaram a guerra no Oriente Médio. O combustível é insumo central para o transporte de safra e a lavoura no RS.

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