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Aliados de Lula avaliam criar chefe de gabinete e secretário particular; Márcio Tavares é cotado

Gaúcho de Sapucaia do Sul, Tavares já ajuda a organizar a agenda presidencial, segundo aliados; a mudança ainda não foi decidida.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, em retrato oficial.
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam profissionalizar o gabinete pessoal no Palácio do Planalto, com um chefe de gabinete e um secretário particular. A mudança está em discussão e não foi decidida. O nome mais cotado para a chefia é Márcio Tavares dos Santos, que passou a atuar na organização da agenda do presidente.

Pelo desenho em avaliação, o chefe de gabinete cuidaria da ligação com os ministérios, das audiências, das emergências e da relação com a sociedade civil. É por essa porta que passam pedidos de governos estaduais, prefeituras, parlamentares e entidades, inclusive as do Rio Grande do Sul. O secretário particular administraria a vida pessoal do presidente. Segundo aliados, Lula reconhece a necessidade de um gabinete mais profissionalizado.

O Planalto não confirmou oficialmente a mudança, a cotação de Tavares nem a contratação de um secretário particular.

Um gaúcho na cotação

Tavares nasceu em Sapucaia do Sul, é mestre em História pela UFRGS, foi diretor de Museus e Memória da Secretaria de Cultura do RS e curador-adjunto da Bienal do Mercosul. Ele é secretário-executivo do Ministério da Cultura, número dois da ministra Margareth Menezes, e coordenou a área cultural da campanha.

A amizade com a primeira-dama Janja da Silva aproximou Tavares do presidente nos últimos anos. Segundo aliados, ele começou a ser lembrado para a chefia de gabinete num quarto mandato.

A saída de Marcola

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ocupou a chefia do Gabinete Pessoal da Presidência de janeiro de 2023 até 21 de julho. Ele deixou o Planalto naquele mês para integrar a coordenação da campanha de Lula à reeleição. No Planalto, coordenava a agenda do presidente, controlava o acesso ao gabinete e fazia a interlocução entre Lula, ministros e aliados.

Duas semanas depois, o caso veio a público. Marcola pediu para sair da campanha depois que a Polícia Federal identificou uma transferência feita a ele pela empresária Roberta Luchsinger. Ela é investigada por suspeita de tráfico de influência no governo federal.

Marcola afirma que os R$ 249 mil recebidos eram um empréstimo pessoal, em caráter privado, já quitado por transferência bancária. Ele declarou que seus sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça. Contratou o advogado Georges Abboud para a defesa. A PF apura o caso, e as investigações não concluíram culpa de ninguém.

decreto ou ato publicado no Diário Oficial da União sobre nova estrutura do gabinete presidencial foi localizado até agora. O Planalto não informou prazo para decidir sobre a chefia de gabinete.

Perguntas frequentes

Márcio Tavares já é o chefe de gabinete de Lula?

Não. Ele é o nome mais cotado para a chefia, que ainda está em discussão e não foi decidida nem confirmada pelo Planalto.

Quem era o chefe do Gabinete Pessoal de Lula antes?

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que ocupou o cargo de janeiro de 2023 até 21 de julho, quando deixou o Planalto para a campanha à reeleição.

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