Alcolumbre tira PEC da Segurança da pauta; votação deve ficar para depois do 2º turno
Divergência sobre emendas de maioridade penal travou o texto no plenário do Senado, e mudança de mérito obrigaria a PEC a voltar à Câmara.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta de quinta-feira (15) a PEC 18/2025, a PEC da Segurança Pública. A votação estava marcada para a tarde, depois da aprovação de um calendário especial. Sem nova data definida, a expectativa no Congresso é de que a análise seja retomada só depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.

Na prática, as regras que endurecem o tratamento a chefes de facções e milícias ainda não valem. O texto também mexe com a rotina dos estados. Ele autoriza polícias municipais de natureza civil, amplia a atuação da Polícia Rodoviária Federal e vincula repasses obrigatórios dos fundos de segurança aos estados e municípios.
Por que a votação travou
Alcolumbre explicou que adiou a votação para evitar uma "decisão açodada" e para que os senadores cheguem a um acordo sobre as emendas apresentadas. O impasse envolve as emendas ligadas à maioridade penal. Se forem acatadas, as mudanças alteram o mérito da proposta e obrigam o texto a voltar à Câmara dos Deputados. O governo queria evitar esse retorno.
A sessão de quinta-feira (15) foi a última do Senado na semana. A proposta é do Poder Executivo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende criar o Ministério da Segurança Pública depois da aprovação.
PEC põe o Susp na Constituição e endurece regra para facções
A Câmara concluiu a votação em março de 2026. No Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluiu a análise da proposta na quarta-feira (14). O relator foi o senador Rogério Carvalho (PT-SE). Os destaques que sugeriam mudanças foram declarados prejudicados pelo presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), porque os autores não estavam na sessão. Entre eles estavam senadores do PL e do MDB.
A PEC prevê a atuação da PRF no patrulhamento de ferrovias e hidrovias federais, além das rodovias. Também inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. Para facções e milícias, estabelece penas mais duras e prisão em unidades de segurança máxima, com restrição ou vedação à progressão de pena. O texto traz ainda medidas patrimoniais contra o produto do crime, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e seus familiares.
PEC precisa de 49 votos em dois turnos
Por ser emenda constitucional, a PEC precisa de dois turnos de votação no plenário, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um entre os 81 senadores. O calendário especial já aprovado dispensa os intervalos entre as sessões e permite votar os dois turnos de forma direta. Se for aprovada sem alterações de mérito, a PEC é promulgada, porque já passou pela Câmara. A nova data depende de acordo entre as lideranças e de convocação de sessão por Alcolumbre.
Perguntas frequentes
Quando a PEC da Segurança Pública deve voltar a ser votada no Senado?
Não há data definida; a expectativa é que a análise seja retomada só depois do segundo turno das eleições, em 25 de outubro.
Quantos votos são necessários para aprovar a PEC da Segurança no Senado?
São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos, entre os 81 senadores.
O que acontece se as emendas sobre maioridade penal forem aprovadas?
As mudanças de mérito obrigam a PEC a voltar à Câmara dos Deputados, já que alteram o texto aprovado por lá.
Saber mais
- Senado Notícias – Davi Alcolumbre retira PEC da Segurança Pública da pauta
- Agência Brasil – CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança Pública
- Senado Notícias – PEC da Segurança Pública está na pauta do Plenário
- Poder360 – PEC da Segurança será votada depois do 2º turno
- O Brasilianista – Senado adia análise da PEC da Segurança Pública para o pós-eleição
- Exame – CCJ do Senado aprova PEC da Segurança Pública, que vai a plenário
- Exame – CCJ do Senado aprova texto-base da PEC da Segurança Pública
- Região Noroeste – Plenário do Senado aprova rito célere para votação da PEC
- CNT – CCJ do Senado conclui votação da PEC da Segurança Pública
- Sou Brasília – PEC da Segurança Pública conclui votação na CCJ
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