Agro gaúcho exporta US$ 1,86 bi em setembro, +10%; Newcastle em SC põe frango em alerta
Soja, celulose, frango e arroz puxaram a alta de setembro, mas México suspendeu a compra de aves de todo o Brasil depois do foco de Newcastle em Santa Catarina.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,86 bilhão em setembro, 10% acima dos US$ 1,69 bilhão do mesmo mês de 2025. O dado consta no Relatório de Comércio Exterior da Federação da Agricultura do Estado (Farsul). A entidade divulgou o relatório na quinta-feira (15).
O foco de doença de Newcastle foi confirmado em Santa Catarina, não no RS, mas gerou restrições comerciais ao frango brasileiro. O México suspendeu a importação de determinados produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto China e Chile limitaram as medidas a Santa Catarina. Na prática, a única restrição que alcança também os frigoríficos gaúchos é a mexicana.
Volume cresceu mais que a receita
Em volume, o avanço foi de 19,2%, de 2,41 milhões para 2,87 milhões de toneladas. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas externas chegaram a US$ 11,75 bilhões, 10% acima dos US$ 10,69 bilhões de 2025. O volume somou 17,93 milhões de toneladas, alta de 9,8%.
A carne de frango in natura teve alta de 16% em valor e de 4% em volume em setembro. Complexo soja, celulose e arroz também puxaram o resultado do mês.
A China seguiu como principal destino, com US$ 828,1 milhões, ou 44,6% do total exportado. Na sequência vieram Espanha (US$ 69,1 milhões), Países Baixos (US$ 64,2 milhões), Estados Unidos (US$ 59,2 milhões), Índia (US$ 58,9 milhões) e Emirados Árabes Unidos (US$ 55 milhões). As compras chinesas cresceram 21,8% sobre setembro de 2025.
Nem tudo subiu. As exportações de bovinos vivos caíram 60,2% em valor e 72,6% em volume, por causa da queda nas vendas para a Turquia. O fumo e seus produtos também recuaram, 40,6% em valor.
O que pode mudar no frango
A China, principal destino da carne de frango brasileira, limitou a restrição a Santa Catarina após negociação do governo federal, o que evitou a suspensão em todo o território nacional. A suspensão mexicana inclui aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis e pintinhos de até três dias.
O analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, avalia que as restrições devem ser revertidas em grande parte até o fim de novembro. Para ele, o impacto sobre as exportações brasileiras será limitado. Segundo ele, o que deixar de sair por Santa Catarina pode ser redirecionado para unidades de outros estados, especialmente Paraná e Rio Grande do Sul.
O Ministério da Agricultura e Pecuária acompanha a situação dos demais mercados.
Saber mais
- Jornal do Comércio - Exportações do agro gaúcho registram alta de 10% em setembro
- Tribuna do Sertão (Estadão Conteúdo) - Exportação do agronegócio do RS cresce 10% em setembro
- CompreRural - Farsul: Exportação do agronegócio do RS cresce 10% em setembro
- A Hora do Sul - Exportações do agronegócio gaúcho crescem 10% em setembro
- Exame - Doença de Newcastle: China limita embargo a SC e México suspende compras do Brasil
- SBT News - Newcastle: três países restringem compras do Brasil
- CNN Brasil - Doença de Newcastle: restrições a aves devem ser revertidas até novembro
- Sim Notícias (CNN Brasil) - Embargos de carne por Newcastle devem ter impacto limitado
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