🔍
Urgente PM é ferido de raspão no rosto em tiroteio em Eldorado do Sul; BM faz cerco com drone
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 5,03 ▼ 0,29%Euro R$ 5,64 ▼ 0,03%Ibov 207,5 mil ▲ 0,47%Nasdaq 26,6 mil ▼ 0,19%23°C ⛅
Agro

Após Newcastle em SC, produtores de Getúlio Vargas devem notificar mortes súbitas em aves

Inspetoria de Defesa Agropecuária atende em até 24 horas pelo (54) 3341-4308, e o Ministério da Agricultura diz que carne e ovos inspecionados seguem seguros.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 3 min de leitura

Agente com macacão cinza higieniza as rodas de um caminhão com jato de água em uma estrada.
Foto: Divulgação/Governo do RS

A médica veterinária Joline Dalla Vecchia pediu que produtores de Getúlio Vargas e região comuniquem de imediato à Inspetoria de Defesa Agropecuária qualquer morte súbita ou sinal suspeito em aves. Joline falou ao programa Olho Vivo, da Rádio Sideral, nesta quarta (21), e citou o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o foco em uma criação comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no domingo (18).

Quadro: Após Newcastle em SC, produtores de Getúlio Vargas devem notificar mortes súbitas em aves
Ficha de serviço · Bairrista

A orientação vale para granjas comerciais e para quem cria galinhas no quintal para consumo da família. A notificação é obrigatória e imediata, e a equipe da inspetoria deve ir à propriedade em até 24 horas, segundo Joline. Para o consumidor, nada muda: o Mapa afirma que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

Sinais que pedem notificação

Joline citou respiração com o bico aberto, espirros, ruídos ao respirar, inchaço na cabeça, secreção nos olhos, pescoço torcido, movimentos descoordenados e dificuldade para andar. Prostração, queda no consumo de água e ração e ovos deformados também entram na lista. Em evolução rápida, as aves podem morrer antes de mostrar sintomas, por isso o produtor não deve esperar que o lote inteiro adoeça.

“Tendo dúvidas, notifiquem. A gente vai, a gente atende”, disse a veterinária. Ela orientou ainda não tratar nem manipular aves suspeitas e seguir as determinações do serviço veterinário sobre a movimentação dos animais até sair o diagnóstico.

Segundo Joline, a inspetoria faz vistorias anuais nas granjas comerciais, mas a rotina diária de biosseguridade cabe a quem trabalha na propriedade. Ela recomendou revisar telas, cercas e telhados, inclusive depois de temporais, controlar roedores, vedar composteiras e caixas-d’água e restringir a entrada de pessoas. “Não tem como blindar a granja”, afirmou. Nos quintais, a sugestão é manter as aves em espaço protegido do contato com aves silvestres.

Região de granjas teria rotina afetada

Joline explicou que, em Getúlio Vargas, Estação, Ipiranga do Sul e Erebango, uma ocorrência poderia exigir medidas de controle numa área com centenas de granjas. Restrições de circulação dificultariam a entrega de ração, a retirada de ovos e o acesso a outras propriedades.

O modelo vem de casos recentes no estado. No foco de Newcastle em Anta Gorda, em 2024, a Seapi montou barreiras de desinfecção, bloqueio e desvio no raio de três quilômetros, além das vistorias nas propriedades. O objetivo era evitar a entrada e a saída de aves, camas de aviário, esterco e outros produtos que pudessem carregar o vírus.

Foco em SC leva México a suspender compras de aves

Em Nova Itaberaba, o vírus foi achado em exames de laboratório, durante a vigilância ativa da Cidasc, e as aves não tinham sintomas. A vigilância foi ampliada para 133 granjas em quatro municípios: Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.

O México suspendeu na segunda (19) a importação de produtos avícolas do Brasil. China e Chile impuseram restrições a produtos catarinenses, e o governo negocia a retomada das exportações.

No Rio Grande do Sul, o último episódio foi em outubro. A Seapi confirmou na segunda (5) um foco de influenza aviária de alta patogenicidade numa criação de subsistência em Selbach, no Alto Jacuí. Na quarta (7), concluiu a vistoria de 70 propriedades no raio de três quilômetros, sem registro de suspeitas. A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Rosane Collares, declarou o foco encerrado.

Newcastle e influenza aviária são doenças causadas por vírus diferentes, mas os sinais nas aves exigem a mesma resposta: avisar a inspetoria.

Serviço

A Inspetoria de Defesa Agropecuária de Getúlio Vargas atende por telefone e WhatsApp pelo (54) 3341-4308, em horário comercial. O atendimento presencial é de segunda a sexta-feira, na Rua Engenheiro Firmino Giradelo, 85, junto à Prefeitura, ao lado da Secretaria do Meio Ambiente. Ao notificar, o produtor deve informar a localização da propriedade, o nome do responsável, um telefone de contato e os sinais observados. A Secretaria da Agricultura também recebe notificações pelo sistema e-Sisbravet e pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Perguntas frequentes

Quanto tempo a Inspetoria leva para atender a notificação de aves?

A equipe deve ir à propriedade em até 24 horas, segundo a médica veterinária Joline Dalla Vecchia.

O consumo de carne e ovos com inspeção oficial é seguro?

Sim. O Ministério da Agricultura e Pecuária afirma que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

Qual o telefone da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Getúlio Vargas?

O atendimento é pelo (54) 3341-4308, por telefone e WhatsApp, em horário comercial.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também