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Vance defende Witkoff por chamar Putin de "humanitário" após libertação de americano

Professor aposentado Stephen Hubbard, de 74 anos, voltou aos EUA; Trump diz que não houve troca, mas cita a suspensão de sanções como condição.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

Trump se reúne com Steve Witkoff, Marco Rubio e JD Vance no Salão Oval antes de uma ligação com Vladimir Putin.
Foto: The White House / Wikimedia Commons (Public domain)

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, defendeu nesta quarta (21) o enviado especial Steve Witkoff, criticado por chamar o presidente russo, Vladimir Putin, de "humanitário". Witkoff fez a declaração em São Petersburgo, no início das conversas sobre a guerra na Ucrânia, quando a Rússia anunciou a libertação do professor aposentado Stephen Hubbard.

Hubbard, de 74 anos, já está em solo americano. O avião que o levava pousou na base aérea de Lackland, no Texas, na noite de quarta. Witkoff disse que Putin aceitou retomar as negociações trilaterais entre EUA, Rússia e Ucrânia, mas a Rússia ainda não concorda com um cessar-fogo.

O que Witkoff disse a Putin

Depois de se reunir com Putin, Witkoff agradeceu pela libertação de Hubbard, condenado na Rússia por atuar como mercenário. Ele disse a Putin que o líder russo costuma dizer que o presidente Donald Trump é um humanitário e completou: "Você também é um humanitário, senhor, e eu saúdo isso".

Segundo o relato do Kremlin, Hubbard já havia sido levado ao aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo. Ele foi detido no leste da Ucrânia em abril de 2022.

Vance e Trump respondem às críticas

Vance falou durante um evento em Ohio. "Concordo com Steve Witkoff em dizer algo positivo a uma pessoa que acabou de libertar um refém americano", afirmou. Para o vice, importa mais que Witkoff traga um americano de volta à família do que a escolha das palavras, e todos deveriam comemorar.

Trump evitou repetir o termo. Disse que, para aquele fim específico, a palavra poderia ser usada, mas que ele próprio não diria nada a respeito.

A fala gerou reação nos dois partidos. O senador republicano John Cornyn, do Texas, escreveu que Putin é um assassino de sangue frio. O democrata Mark Kelly, do Arizona, perguntou em que mundo Putin seria humanitário e o chamou de criminoso de guerra. O republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, reagiu com um "WTF, Steve?" nas redes. A senadora republicana Susan Collins, do Maine, disse que Putin é o agressor na guerra contra a Ucrânia.

Sem troca, mas com sanções suspensas

Trump afirmou que Putin libertou Hubbard a pedido dele, sem "swap" (troca de prisioneiros). Mas disse que o americano não sairia se a Casa Branca não tivesse barrado novas sanções contra a Rússia na semana passada. Ele contou ter pedido a libertação a Putin em telefonema na semana anterior. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que Putin atendeu ao pedido de Trump e levou em conta a saúde debilitada de Hubbard.

Hubbard era o único americano que o Departamento de Estado classificava como detido injustamente na Rússia. Em 2024, ele foi condenado a seis anos e 10 meses de prisão por supostamente lutar como mercenário pela Ucrânia. Ele nega a acusação.

Conversas passaram por Oslo

Witkoff e Putin se reuniram um dia depois de o enviado conversar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e representantes europeus em Oslo. Witkoff levou a Putin novas propostas ucranianas e europeias. Após o encontro, o Kremlin disse estar disposto, em princípio, a voltar às negociações a três.

Trump disse que Hubbard visitará a Casa Branca. Segundo o presidente, isso deve acontecer "nos próximos dias".

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