USDA em Brasília mantém safra de soja em 184 milhões de t; chuva no RS preocupa
Relatório reduz a área nacional para 49,7 milhões de hectares, enquanto a semeadura gaúcha está em 3%, abaixo da média histórica de 5%.
Por que afeta o RS: O relatório cita diretamente a umidade do solo no Rio Grande do Sul como fator que pode compensar perdas de produtividade da soja em outros estados.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

O adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília manteve em 184 milhões de toneladas a projeção da safra brasileira de soja 2026/27, em relatório divulgado nesta segunda (26). A estimativa de área é de 49,7 milhões de hectares.
O Rio Grande do Sul aparece nos dois lados da análise. O documento considera a recuperação das lavouras gaúchas um dos fatores da projeção e indica que ela pode compensar perdas de produtividade em outros estados. O relatório diz que a chuva persistente no Estado pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras.
Plantio gaúcho está abaixo da média
Os números da Emater/RS-Ascar mostram o efeito da água no campo. A semeadura de soja no RS chegou a 3% da área projetada, segundo boletim divulgado na quinta-feira (22). A média histórica para a época é de 5%, e o ritmo é igual ao do mesmo período do ano passado.
Segundo a Emater, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes restringiram as janelas de plantio, e o frio e a pouca radiação solar retardaram as primeiras lavouras. A Emater estima 6.645.384 hectares de soja no Estado e produtividade de 3.183 quilos por hectare. Isso resulta em 21.151.135 toneladas.
O que o relatório diz sobre o Brasil
A Conab estima 181,6 milhões de toneladas em 49,3 milhões de hectares.
A área de 49,7 milhões de hectares é 1,4% maior que a da safra anterior, mas fica abaixo da expansão média anual de 4,2% dos últimos cinco anos. Segundo o relatório, juros elevados, custos de produção e margens apertadas limitam o investimento e levam parte dos produtores a buscar ganho de produtividade em áreas já cultivadas, em vez de ampliar lavouras.
O adido avalia que o clima deve pesar mais sobre a colheita do que sobre o plantio.
Milho avança, mas com limitações
O milho está mais adiantado. A Emater informou que a semeadura chegou a 78% da área do Estado, em ritmo desigual, e que as temperaturas amenas também retardaram o crescimento em algumas regiões. A área estimada é de 896.401 hectares.
A Emater/RS-Ascar atualiza o andamento do plantio no Informativo Conjuntural, publicado às quintas-feiras no site da Secretaria da Agricultura do RS e da própria empresa.
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