Mapa confirma 2º foco de Newcastle em SC, em granja de perus de Coronel Freitas
Cidasc libera para abate as aves de 15 granjas comerciais da região que testaram negativo; vírus também aparece em pombos de Marema.
Por que afeta o RS: A avicultura gaúcha é uma das principais do país e surtos em aves comerciais costumam acionar restrições de comércio e vigilância também no RS.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou no domingo (25) um novo foco da doença de Newcastle em um estabelecimento avícola de Coronel Freitas, no Oeste catarinense. A ocorrência foi identificada dentro da área de restrição montada depois do primeiro caso, em Nova Itaberaba. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou que o foco está num núcleo de perus de corte.
Santa Catarina é vizinha do RS, outro grande polo avícola do país. Os dois estados dividem cadeia de produção e mercado de exportação de carne de ave.
Detecção veio da vigilância reforçada
Segundo o Mapa, o foco foi encontrado durante as ações de vigilância intensificada na área de emergência sanitária. A Cidasc informou que a confirmação laboratorial, por sequenciamento genético, saiu entre sexta (23) e sábado (24).
O Serviço Veterinário Oficial iniciou os protocolos de resposta, com investigação epidemiológica, vigilância e contenção. O despovoamento sanitário das aves da propriedade também começou. Como o novo estabelecimento fica perto da granja do primeiro foco, a área de restrição sofreu apenas um pequeno ajuste e segue sob vigilância.
Segundo a Cidasc, mais de 70% da zona de vigilância do novo foco coincide com a do primeiro. Ou seja, a maioria das propriedades do entorno já estava mapeada e vistoriada. Entre as amostras já analisadas pelo Mapa, as de 15 granjas comerciais da região deram negativo. O Serviço Veterinário Oficial liberou as aves dessas granjas para abate normal.
Pombos de Marema têm o vírus, mas não contam como foco
A vigilância também identificou o vírus em pombos de vida livre em Marema, fora da área de emergência. A Cidasc afirma que o foco de Coronel Freitas também teve origem em vírus transmitido por pombos.
O Mapa confirmou a infecção por paramixovírus aviário tipo 1 (PPMV-1) nesses pombos. Pelas definições da OMSA, a detecção em pombos não configura foco de doença de Newcastle.
Emergência vale por 60 dias
O primeiro foco foi em uma criação comercial de perus de corte em Nova Itaberaba. A Portaria Mapa nº 962/2026 declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. Naquela propriedade, o despovoamento sanitário começou em 19 de outubro e terminou no dia 20.
As informações sobre as investigações e os focos confirmados estão no painel público de acompanhamento do Mapa, no site do ministério.
Perguntas frequentes
Newcastle é transmissível para humanos?
A matéria não trata desse ponto, por isso não há resposta com base no texto.
Quantas granjas foram liberadas para abate?
As aves de 15 granjas comerciais da região testaram negativo e foram liberadas para abate normal.
Por quanto tempo vale o estado de emergência?
A Portaria Mapa nº 962/2026 declarou emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
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