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Agro

Obra do terminal da CCGL em Rio Grande atrasa três meses e fica para janeiro de 2027

Modernização de R$ 700 milhões promete quadruplicar a expedição de grãos do Termasa, de 30 mil para 120 mil toneladas por dia, e receber navios de até 150 mil toneladas.

Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura

Terminal da CCGL no Porto de Rio Grande, alvo da modernização de R$ 700 milhões.
Foto: Divulgação/Datamarnews

A modernização do Termasa, terminal de grãos da CCGL no Porto de Rio Grande, deve ficar pronta em janeiro de 2027. O prazo anterior era outubro de 2026, o que dá três meses de atraso. O investimento estimado é de R$ 700 milhões.

Quadro: Obra do terminal da CCGL em Rio Grande atrasa três meses e fica para janeiro de 2027
Em números · Bairrista

Para quem planta soja e milho no RS, a obra mexe com a velocidade de escoamento da safra. A CCGL informa que a expedição do terminal deve passar de 30 mil para 120 mil toneladas por dia. As unidades de logística da cooperativa respondem por 52% dos granéis vegetais exportados pelo Rio Grande do Sul, segundo a própria CCGL.

O que muda no terminal

Segundo a CCGL, a descarga rodoviária sobe de 12,6 mil para 48 mil toneladas por dia, e a ferroviária, de 6 mil para 12 mil. A armazenagem estática vai de 280 mil para 400 mil toneladas. A subestação passa de 13,6 mil para 69 mil quilowatts.

Segundo a CCGL, o Termasa carregava 1,5 mil toneladas por hora e passará a carregar 6 mil. A estrutura atual atende navios de até 60 mil toneladas; depois das obras, poderá receber embarcações de até 150 mil toneladas.

O pacote inclui um armazém para 120 mil toneladas, cinco novos descarregadores de caminhões, melhorias na logística ferroviária, nova subestação de energia e reforma completa do terminal.

Obra nasceu de uma colisão na enchente

A reconstrução começou depois que um navio atracado bateu no píer em 6 de maio de 2024, durante as cheias. Com a correnteza mais forte, a embarcação chocou-se contra o cais, afetou a estrutura e interrompeu os serviços. O projeto acabou ampliado para uma modernização maior.

Parte do dinheiro tem origem pública. O BNDES aprovou R$ 373,46 milhões em duas operações para recuperar e retomar as atividades do Termasa. Desse total, R$ 280 milhões vêm do BNDES Emergencial e cobrem a recomposição do píer. A CCGL não informou como o restante dos R$ 700 milhões está financiado.

Armazém e prédio fecham em dezembro; píer, em janeiro

Em outubro, o armazém, o prédio administrativo e o píer estavam entre 76% e 99% de execução, conforme o cronograma da CCGL. A entrega do armazém e do prédio administrativo está prevista para dezembro. O píer fica para janeiro de 2027.

Enquanto isso, o terminal segue com as capacidades atuais. A CCGL não informou se haverá impacto na operação da safra 2026/27.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, afirmou que o investimento reforça a competitividade do complexo portuário gaúcho. A estatal e a Antaq não divulgaram avaliação sobre o novo cronograma. Os próximos marcos são dezembro, para o armazém e o prédio administrativo, e janeiro de 2027, para o píer.

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