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Trump diz que não tomou partido na eleição do Brasil porque Lula pediu neutralidade

O presidente dos EUA não deu detalhes nem provas do suposto pedido, voltou a criticar o segundo turno e afirmou que vai conversar com Lula.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em Washington (foto de arquivo, maio de 2026).
Foto: Ricardo Stuckert/PR Em Washington, D.C., EUA / Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta (29) que não tomou partido na eleição brasileira porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu isso. A fala foi feita a jornalistas, antes de embarcar para um comício na Carolina do Sul. Trump não apresentou provas nem detalhes sobre o suposto contato entre os dois, segundo a cobertura da CNN Brasil.

Trump não reconheceu o resultado do segundo turno. Até a noite de segunda (26), os EUA não haviam parabenizado oficialmente Lula pela vitória. Questionado se reconheceria o resultado, Trump respondeu que falará com o presidente brasileiro.

O que Trump disse

Segundo a transcrição publicada pela imprensa, Trump afirmou: "O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido." Ele acrescentou que não tomou.

Trump classificou a eleição como um grande constrangimento para o povo brasileiro.

Trump atribui a Lula a iniciativa do pedido.

Terceira fala em poucos dias

A declaração desta quinta veio depois de outras duas. Na segunda-feira (26), Trump disse que a eleição "pareceu mais uma eleição fraudada", sem apresentar qualquer prova ou indício de fraude. Também nessa ocasião, disse que gosta de Lula.

Trump se referia, entre outros pontos, à prorrogação por duas horas da votação, determinada pelo Supremo Tribunal Federal. Trump não endossou nenhum candidato nominalmente.

Flávio Bolsonaro e a carta

Na quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta nas redes sociais. Nela, se declarava "verdadeiro presidente do Brasil", mas voltou atrás e passou a se chamar de "líder do Brasil". O documento também agradece a líderes internacionais, entre eles Trump.

Na quarta (28), Trump disse que os EUA deram a Flávio uma autorização para entrar no país e que não vai se envolver na disputa. Também disse achar que Flávio e aliados foram tratados de forma injusta no Brasil.

Entre os próprios aliados de Flávio, segundo a DW, há pouco espaço de manobra para contestar o resultado.

O que vem a seguir

Trump não disse quando pretende falar com Lula, e não houve anúncio de medida sobre tarifas ou comércio junto com a declaração. Um eventual reconhecimento formal do resultado pelo governo americano é o próximo passo a observar.

Saber mais: fontes consultadas (5)

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