Trump diz que não tomou partido na eleição do Brasil porque Lula pediu neutralidade
O presidente dos EUA não deu detalhes nem provas do suposto pedido, voltou a criticar o segundo turno e afirmou que vai conversar com Lula.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta (29) que não tomou partido na eleição brasileira porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe pediu isso. A fala foi feita a jornalistas, antes de embarcar para um comício na Carolina do Sul. Trump não apresentou provas nem detalhes sobre o suposto contato entre os dois, segundo a cobertura da CNN Brasil.
Trump não reconheceu o resultado do segundo turno. Até a noite de segunda (26), os EUA não haviam parabenizado oficialmente Lula pela vitória. Questionado se reconheceria o resultado, Trump respondeu que falará com o presidente brasileiro.
O que Trump disse
Segundo a transcrição publicada pela imprensa, Trump afirmou: "O presidente, o atual presidente, me pediu para não tomar partido." Ele acrescentou que não tomou.
Trump classificou a eleição como um grande constrangimento para o povo brasileiro.
Trump atribui a Lula a iniciativa do pedido.
Terceira fala em poucos dias
A declaração desta quinta veio depois de outras duas. Na segunda-feira (26), Trump disse que a eleição "pareceu mais uma eleição fraudada", sem apresentar qualquer prova ou indício de fraude. Também nessa ocasião, disse que gosta de Lula.
Trump se referia, entre outros pontos, à prorrogação por duas horas da votação, determinada pelo Supremo Tribunal Federal. Trump não endossou nenhum candidato nominalmente.
Flávio Bolsonaro e a carta
Na quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta nas redes sociais. Nela, se declarava "verdadeiro presidente do Brasil", mas voltou atrás e passou a se chamar de "líder do Brasil". O documento também agradece a líderes internacionais, entre eles Trump.
Na quarta (28), Trump disse que os EUA deram a Flávio uma autorização para entrar no país e que não vai se envolver na disputa. Também disse achar que Flávio e aliados foram tratados de forma injusta no Brasil.
Entre os próprios aliados de Flávio, segundo a DW, há pouco espaço de manobra para contestar o resultado.
O que vem a seguir
Trump não disse quando pretende falar com Lula, e não houve anúncio de medida sobre tarifas ou comércio junto com a declaração. Um eventual reconhecimento formal do resultado pelo governo americano é o próximo passo a observar.
Saber mais: fontes consultadas (5)
Do interior do RS
Sasha Meneghel anuncia gravidez; Xuxa, de Santa Rosa, será avó pela primeira vez

Porto Alegre: Banrisul volta ao máster de Grêmio e Inter nas seis rodadas finais

Uruguaiana: Rio Uruguai passa da cota de inundação e 81 famílias seguem fora de casa

Herval: chuva e frio param equipe de esquila e põem lã gaúcha sob risco de flechilha

Mais lidas
1Dólar cai 1,07%, a R$ 5,349, e Ibovespa recua 0,51% um dia após tombo da reeleição de Lula2Cargueiro C-130T da Marinha dos EUA pousa no Rio após entrar no espaço aéreo brasileiro3STF retoma julgamento e decide se poupador recebe sem aderir ao acordo dos planos4Uruguaiana: Rio Uruguai chega à cota de alerta e Inmet prevê tempestade no norte do RS5Presidente do TSE cita 'absoluta normalidade' e Marinho diz não haver provas de fraude