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Trump diz que data centers novos e grandes terão de gerar a própria energia nos EUA

Em post na Truth Social, presidente também defendeu "dividendo" às comunidades que recebem os centros de dados; o texto não detalha como a regra valeria.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 1 min de leitura

Imagem de satélite de áreas de mineração de carvão e usinas elétricas em Estevan, Saskatchewan (Canadá).
Foto: Image provided by the Earth Sciences and Image Analysis Laboratory, Johnson Space Center . Information on the Estevan area and identification of features was provided by Gregory Salmers, Estevan Public Library. Additional photographs taken by astronauts and can be viewed via the NASA — JSC Gateway to Astronaut Photography of Earth. / Wikimedia Commons (Public domain)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta (21) que os data centers novos e grandes, "em alguns casos gigantescos", terão de produzir a própria eletricidade. O excedente deve ser dado ou vendido à comunidade local ou à rede elétrica, segundo o post na Truth Social.

A medida, de acordo com Trump, evitaria alta na conta de luz e poderia até reduzi-la. Ele argumentou que a exigência ajudaria a conter aumentos nos preços locais de energia e poderia levar a uma queda substancial. O presidente também defendeu que as empresas paguem à comunidade, ou a moradores, um "dividendo", para tornar os empreendimentos mais populares.

O post não diz como a exigência seria aplicada, que forma teriam os dividendos nem se o governo vai criar uma norma formal. Também não define a partir de que porte um data center seria considerado "grande".

Já existe um compromisso voluntário nessa linha. Em 4 de março, Amazon, Google, Meta, Microsoft, OpenAI, Oracle e xAI assinaram o Ratepayer Protection Pledge. Pelo compromisso, as empresas devem construir, contratar ou comprar nova geração e bancar as obras de entrega de energia para seus data centers. O governo ampliou essa adesão voluntária com cerca de 200 novos signatários, entre eles concessionárias como NextEra e Duke Energy.

A pressão vem das tarifas. A PJM opera a rede que atende 13 estados do leste americano. No último leilão de capacidade da operadora, data centers responderam por US$ 6,3 bilhões dos US$ 16,4 bilhões em encargos, segundo o monitor independente de mercado Monitoring Analytics.

Os data centers viraram assunto quente antes das eleições legislativas de novembro, com a oposição pública crescendo e vários estados avaliando moratórias. A Casa Branca não informou se o anúncio desta quarta virará decreto ou projeto de lei.

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