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Trump diz que América do Sul virou à direita e elogia presidente da Colômbia

Em fala no Salão Oval, a poucos dias do segundo turno brasileiro, o presidente dos EUA não citou o Brasil e disse que Marine Le Pen foi "maltratada".

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Donald Trump, presidente dos EUA, em ambiente com a bandeira americana ao fundo.
Foto: Divulgação/Jornaldebrasilia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas no Salão Oval, nesta terça (20), que a América do Sul ficou conservadora em pouco tempo. Segundo ele, a região estava "pendendo fortemente para a esquerda" e agora está "tudo à direita". A fala chega ao eleitor gaúcho a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial. Uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçaria a tendência citada por Trump.

Trump não mencionou o Brasil. Em vez disso, elogiou o presidente da Colômbia, Abelardo De la Espriella. O americano disse que todos os que apoiou venceram, "incluindo o novo presidente da Colômbia", e o chamou de "El Tigre".

O que mais disse sobre a região

Trump explicou que o apelido existe porque De la Espriella é "um cara durão". Acrescentou que o colombiano sempre foi muito pró-Trump e que, quando as pessoas gostam dele, ele gosta delas. O americano também afirmou que a América do Sul "está prosperando".

A guinada à direita se acelerou no último ano e meio, e uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçaria a tendência. Trump não declarou apoio a Lula nem a Flávio na fala desta terça.

Europa e o caso Le Pen

Trump também falou da Europa. Ao citar as manifestações na França, disse que o continente precisa mudar seus métodos, ou não vai ter "Europa sobrando". A França impôs toques de recolher noturnos em Paris e em outras grandes cidades.

A pergunta sobre Marine Le Pen partiu de um repórter da AFP, que quis saber se ele apoiaria a líder da extrema direita. Trump respondeu que não a conhece, que achou que ela foi maltratada e que o caso "pareceria uma instrumentalização". Ele disse que ela liderava e que, depois dos distúrbios, é "a voz conservadora" da França.

Le Pen foi condenada por desvio de recursos públicos em março de 2025 e, inicialmente, ficou proibida de disputar eleições por cinco anos. Neste ano, um tribunal de apelação abriu caminho para ela concorrer à Presidência em 2027. Os comentários de Trump sobre a França vêm em meio a uma disputa apertada nas eleições de meio de mandato dos EUA, no próximo mês.

O segundo turno da eleição presidencial brasileira será no domingo (25), com Lula e Flávio Bolsonaro na disputa.

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