Tribunal militar da Tunísia condena opositora Olfa Hamdi a 4 anos de prisão
Líder do Terceira República, com cidadania americana, já cumpria pena de dois anos e está presa desde fevereiro; multas somam 80 mil dinares.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

TÍTULO: Tribunal militar da Tunísia condena opositora Olfa Hamdi a 4 anos de prisão

TEXTO: Um tribunal militar da Tunísia condenou a opositora Olfa Hamdi a quatro anos de prisão, informou o advogado dela nesta quarta (21). As acusações são conspiração contra a segurança do Estado e incitação de militares à desobediência. As sentenças reúnem duas penas de dois anos e multas de 80 mil dinares (cerca de US$ 26 mil).
A decisão vem do Tribunal Militar Permanente de Túnis. Cada um dos dois processos terminou em dois anos de prisão e multa de 40 mil dinares. As novas penas se somam a uma condenação anterior: Hamdi já cumpre dois anos de prisão, imposta em março em caso semelhante.
Publicações no Facebook estão na origem dos processos
Segundo o advogado Akram Moussa, as acusações contra a política, que tem cidadania tunisiana e americana, partiram de publicações em redes sociais. Os processos envolvem textos na página dela no Facebook, em que criticava o chefe de Estado e o Exército. A defesa não informou se vai recorrer.
Hamdi tem 38 anos, preside o partido Terceira República e já foi CEO da Tunisair, a companhia aérea nacional. Ela foi presa em 15 de fevereiro de 2026, ao chegar ao aeroporto internacional de Túnis-Cartago, e continua detida. Vivia no exterior e criticava o governo do presidente Kais Saied, pedindo um governo de transição e eleições presidenciais antecipadas.
Críticos acusam Saied de endurecer contra opositores desde 2021
A condenação é mais um movimento contra adversários de Saied. Muitos líderes da oposição, ativistas e jornalistas estão presos, e críticos dizem que Saied transformou o país numa prisão desde 2021. No último fim de semana, milhares de tunisianos participaram do maior protesto contra Saied em anos, acusando-o de minar a democracia e de administrar mal a economia.
O presidente rejeita as acusações. Saied diz que não é ditador e que a lei vale para todos, seja qual for o cargo.
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