Lula promete R$ 700 a universitários; Flávio propõe crédito pago só após o emprego
A três dias do segundo turno, os dois candidatos à Presidência apresentam modelos opostos de apoio a quem estuda, e nenhum detalhou todas as regras.
Por que afeta o RS: Mudanças no financiamento estudantil e no Pé-de-Meia afetam diretamente os estudantes de universidades e institutos federais do RS.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 3 min de leitura

TÍTULO: Lula promete R$ 700 a universitários; Flávio propõe crédito pago só após o emprego
TEXTO: O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propõem caminhos diferentes para o estudante brasileiro. Lula quer ampliar o Pé-de-Meia e a assistência estudantil, com um programa novo para o ensino superior. Flávio quer trocar o modelo atual de financiamento estudantil por um empréstimo que o aluno só começa a pagar depois de conseguir emprego e renda.
Para o estudante gaúcho, a diferença está em como o apoio chega. Na proposta de Lula, o dinheiro vai ao aluno durante a graduação. Na de Flávio, a conta vem depois, e o valor da parcela depende do salário. A proposta de Lula é destinada a estudantes de universidades federais ou estaduais e a beneficiários do Prouni, grupo que inclui quem cursa instituições públicas no RS. Os dados oficiais de beneficiários e o impacto estimado no estado não foram divulgados.
Lula: R$ 700 por mês e poupança de R$ 2.500 por ano
Lula anunciou na terça-feira (13) a criação do Pé-de-Meia para universitários, caso seja reeleito. Os alunos de graduação receberiam R$ 700 por mês durante 10 meses por ano. O governo também depositaria R$ 2.500 por ano em uma poupança, liberada só no fim do curso. Em quatro anos de graduação, a poupança chegaria a R$ 10 mil, retirados com correção monetária após a conclusão.
Sobre o custo, o senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, estima R$ 4,6 bilhões por ano para cerca de 1 milhão de universitários. A conta tem divergência. Pelos valores anunciados, o governo gastaria R$ 9.500 por aluno, o que daria cerca de R$ 9,5 bilhões por ano, segundo a Exame.
O plano de governo de Lula também prevê aprimorar programas como o Pé-de-Meia. Em publicação nas redes, o presidente prometeu universalizar o Pé-de-Meia em 2027. Hoje, o programa funciona no ensino médio público, para jovens de baixa renda de famílias inscritas no Cadastro Único. A assistência estudantil, com alimentação e moradia, aparece no plano sem valores nem metas.
Flávio: parcela proporcional à renda e reforço pago a alunos
A proposta de Flávio, registrada no plano de governo, prevê um novo modelo de financiamento estudantil com pagamento proporcional à renda após o ingresso no mercado de trabalho. O material de campanha fala em prazo mais longo para quitar a dívida. Não informa taxa de juros, prazo máximo, fórmula da parcela nem quem administraria o fundo.
O plano também cria o Programa Acolher. Alunos com bom desempenho receberiam remuneração para dar reforço a colegas com dificuldades. Valor, critérios de seleção e fonte de recursos não foram apresentados.
Flávio propõe ainda transferir a gestão do ensino superior do MEC para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Sobre o orçamento, o candidato sinaliza amplo corte de gastos. Lula, em publicação nas redes, afirmou que o corte de R$ 200 bilhões defendido pela campanha de Flávio atingiria universidades e institutos federais. A candidatura de Flávio não apresentou estimativa própria para o custo das propostas.
Propostas seguem sem regulamentação
Nenhuma das duas propostas tem regulamentação. Critérios de renda, instituições contempladas, data de implantação e inscrições do Pé-de-Meia universitário ainda não foram divulgados. O segundo turno é no domingo (25).
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