Tailândia vai deixar cinco uigures contestarem na Justiça pedido de extradição da China
Dois dos homens já têm advogado nomeado, e a entidade Human Rights Watch alerta para risco de tortura e desaparecimento forçado se eles forem enviados à China.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

A Tailândia permitirá que cinco homens uigures contestem na Justiça o pedido de extradição feito pela China antes de qualquer decisão sobre a deportação. O anúncio partiu de um porta-voz do governo tailandês nesta quarta (4), e organizações de direitos humanos alertam que os homens correm risco de tortura se forem devolvidos.
A Tailândia já deportou uigures à China em outras ocasiões. Em fevereiro de 2025, o país enviou outros 40 homens do mesmo grupo, apesar de apelos de especialistas em direitos humanos da ONU.

Dois já têm advogado
O porta-voz do governo, Ekkapob Pianpises, disse à Reuters que a Tailândia concedeu aos homens o direito de contestar o caso, que dois deles receberam um advogado e que os tribunais decidirão a contestação.
O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, general Chaiyapruek Duangprapat, afirmou que os cinco têm o direito de nomear advogados para se defender e combater a extradição. Segundo ele, se o tribunal decidir contra os homens, eles serão entregues à China. Se a decisão for favorável, o destino deles dependerá de um terceiro país aceitá-los como refugiados.
Chaiyapruek também afirmou que o processo é estritamente judicial, e não uma decisão política, ao contrário do caso dos 40 uigures deportados antes. Os mandados de prisão emitidos pela China ainda estão pendentes, e nenhum dos cinco tem status de refugiado.
Situação dos cinco
Os cinco estão presos na Tailândia por terem fugido da detenção. Dois já cumpriram as penas. Os outros três ainda precisam passar mais um ano na prisão tailandesa pela tentativa de fuga, disse o general.
Tailândia e China têm um tratado de extradição, assinado em 1993 e em vigor desde 1999.
Reação da China e das entidades
Questionada sobre o pedido, a porta-voz da chancelaria chinesa, Mao Ning, disse que a cooperação entre os dois países contra crimes transfronteiriços, como o contrabando de migrantes, segue as leis dos dois lados, o direito internacional e a prática internacional.
A Human Rights Watch pediu que a Tailândia interrompa o processo. A diretora para a Ásia da organização, Elaine Pearson, afirmou que governos tailandeses anteriores mantiveram uigures em detenção desumana por anos e depois atenderam a Pequim, onde eles sofreram desaparecimento forçado.
O caso agora segue para os tribunais tailandeses, que vão analisar a contestação dos cinco homens ao pedido chinês.
Perguntas frequentes
O que a Tailândia decidiu sobre os cinco uigures?
O governo permitiu que os cinco homens contestem na Justiça o pedido de extradição feito pela China, antes de qualquer decisão sobre a deportação.
Dois deles já têm advogado?
Sim, dois dos cinco homens já receberam um advogado, e os tribunais vão decidir a contestação.
O que acontece se o tribunal decidir contra os homens?
Se o tribunal decidir contra eles, serão entregues à China. Se a decisão for favorável, o destino dependerá de um terceiro país aceitá-los como refugiados.
Por que os cinco estão presos na Tailândia?
Eles estão presos por terem fugido da detenção. Dois já cumpriram as penas, e os outros três ainda precisam passar mais um ano na prisão.
Saber mais: fontes consultadas (4)
Do interior do RS
Porto Alegre: Câmara aprova Centro+ com isenção de IPTU e fundo para o Centro Histórico

Porto Alegre: obra do Dmae bloqueia trecho da rua Afonso Celso Pupe a partir das 8h30

O Gatola da Cartola estreia nesta quinta (5) em 18 cinemas do RS, em 8 cidades

Caxias do Sul: conta de água do Samae muda de modelo em 1º de dezembro, sem aumento
