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Rubio nega que EUA tenham ajudado Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil

Secretário de Estado diz que Trump só autorizou a entrada do senador em Miami, enquanto jornais americanos citam um assessor de Trump na organização do jato.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, durante reunião de chanceleres do G20 em Atlanta.
Foto: U.S. Department of State / Wikimedia Commons (Public domain)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo americano tenha facilitado a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. A declaração foi dada em coletiva em Atlanta, durante as reuniões preparatórias do G20.

Segundo Rubio, Washington soube que Flávio chegaria. O senador já tinha visto americano, e o presidente Donald Trump decidiu permitir a entrada dele. "Nós não facilitamos nada", afirmou. Rubio disse ainda que Trump havia garantido a entrada caso Flávio se apresentasse a um ponto de entrada nos EUA.

Jornais americanos citam assessor de Trump no jato

A fala de Rubio trata do governo dos EUA. Os jornais americanos The New York Times e The Wall Street Journal publicaram que Jason Miller, assessor de comunicação de Trump e aliado da família Bolsonaro, ajudou a organizar o avião particular que levou Flávio aos EUA. Segundo o Wall Street Journal, Miller atuou em contato com Eduardo Bolsonaro para providenciar o jato que levou Flávio da Argentina à Flórida.

Flávio desembarcou em Miami na quarta-feira (28). Ele deixou o Brasil três dias depois de perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A rota e a posição da PF

O jornal argentino Clarín reconstituiu o trajeto. De acordo com o relato, houve seis veículos para despistar a saída de Brasília e cerca de 1,6 mil quilômetros por terra, com jatos de reserva na região da fronteira. O trecho aéreo levou Flávio da Argentina aos EUA, com escala no Equador.

Para o leitor gaúcho, o trajeto descrito pelo Clarín passa por Puerto Iguazú, na fronteira da Argentina com o Paraná, e não pelo Rio Grande do Sul.

Saber mais: fontes consultadas (4)

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