Rio Grande começa a oferecer teste de HPV de alto risco em quatro unidades de saúde
Exame DNA-HPV atende, na fase inicial, mulheres de 30 a 49 anos que nunca fizeram o preventivo ou estão com ele atrasado há 36 meses ou mais.
Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura

A Secretaria de Município da Saúde de Rio Grande começou nesta segunda (19) a implantar o teste molecular DNA-HPV, que identifica os tipos do vírus de alto risco para o câncer do colo do útero. O exame é oferecido, nesta primeira etapa, nas UBSFs Cidade de Águeda, Aeroporto, Quintinha e Barra.
Quem se enquadra no público prioritário pode procurar uma dessas unidades. As mulheres podem buscar orientações sobre o atendimento e os critérios para fazer o teste. A demanda espontânea também será atendida, conforme os critérios assistenciais e a organização dos serviços.
Quem pode fazer agora
O público prioritário é formado por mulheres de 30 a 49 anos que nunca fizeram o exame citopatológico ou estão com ele em atraso há 36 meses ou mais. As equipes de saúde fizeram buscas nos territórios para identificar as mulheres nesses critérios.
A faixa é mais estreita que a do protocolo nacional. As diretrizes do Ministério da Saúde indicam o teste para mulheres de 25 a 64 anos de risco padrão. Com resultado negativo, o intervalo para repetir é de cinco anos.
O que muda em relação ao preventivo
O DNA-HPV é um exame molecular que identifica a presença do papilomavírus humano (HPV), principal causador do câncer do colo do útero. O Papanicolau, por sua vez, procura alterações nas células. A prefeitura prevê uma transição gradual do rastreamento por citologia para o teste molecular, conforme as diretrizes nacionais.
O preventivo tradicional não sai de cena de imediato. A mudança não substitui o preventivo de forma indiscriminada. A ampliação para outras unidades depende da disponibilidade de equipamentos e insumos.
Pelo protocolo do Ministério da Saúde, a conduta depende do resultado. Quem tem HPV dos tipos 16 e/ou 18 é encaminhada para colposcopia. Nos demais tipos de alto risco, faz-se citologia reflexa.
Em 2025, a cobertura do rastreamento do câncer do colo do útero no município foi de 26,25%, segundo a 3ª Coordenadoria Regional de Saúde. Para a secretária de Município da Saúde, Juliana Acosta, a iniciativa qualifica as ações preventivas e amplia o acesso aos serviços.
A prefeitura não informou quantos testes pretende fazer por mês nem qual o investimento.
Serviço: o teste DNA-HPV está disponível desde 19 de outubro nas UBSFs Cidade de Águeda, Aeroporto, Quintinha e Barra, em Rio Grande. Mulheres de 30 a 49 anos sem preventivo ou com exame atrasado há 36 meses ou mais devem procurar a unidade mais próxima para saber os critérios e como ser atendida.
Perguntas frequentes
Quem pode fazer o teste DNA-HPV em Rio Grande agora?
Mulheres de 30 a 49 anos que nunca fizeram o exame citopatológico ou estão com ele atrasado há 36 meses ou mais, nesta primeira etapa.
Em quais unidades de saúde o teste está disponível?
Nas UBSFs Cidade de Águeda, Aeroporto, Quintinha e Barra, em Rio Grande.
O teste DNA-HPV substitui o preventivo?
Não de forma imediata. O preventivo tradicional continua e a transição para o teste molecular será gradual, conforme as diretrizes nacionais.
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