Funcionários do Hotel Estoril, em Pelotas, protestam contra salários e FGTS atrasados
Sindicato diz que há demissões sem verbas rescisórias e contratações informais, e vai buscar rescisões indiretas na Justiça.
Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 3 min de leitura

Trabalhadores do Hotel Estoril, em Pelotas, fizeram um protesto em frente ao estabelecimento nesta terça (20). Eles cobram salários atrasados e a regularização do FGTS. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Pelotas.
Para quem trabalha na hotelaria da cidade, o caso tem efeito direto no bolso. A presidente do sindicato, Simone Goulart, afirma que há funcionários com aluguel e outras contas em atraso. Segundo ela, parte dos que pediram demissão saiu sem receber as verbas rescisórias e o FGTS, e alguns já buscaram vaga em outros hotéis de Pelotas.
Sindicato fala em contratações sem carteira assinada
Além dos salários, a lista de reclamações inclui o 13º, o adicional de insalubridade e outras obrigações trabalhistas. "Isso já vem se arrastando há vários meses", disse Goulart sobre a situação dos empregados.
O sindicato também denuncia que o hotel contrata profissionais para trabalhos eventuais, sem formalizar o vínculo. Conforme a dirigente, o modelo é usado para repor quem sai e não garante os mesmos direitos de um contrato formal.
Goulart afirma ainda que a falta de depósitos no FGTS impediu os trabalhadores de acessar o fundo após os eventos climáticos que atingiram o município. Ela contesta a alegação de dificuldades financeiras como justificativa para o descumprimento das obrigações. Diz que a empresa teve oportunidades de parcelar as dívidas e que os problemas continuaram.
O Hotel Estoril não divulgou posicionamento sobre as denúncias.
Rescisão indireta é o caminho apontado
O sindicato pretende procurar os órgãos competentes para apurar o caso. Entre as medidas, estão ações para reconhecer rescisões indiretas, quando o trabalhador encerra o contrato por faltas graves do empregador. Nesse formato, ele sai com direito às verbas de uma demissão sem justa causa.
A entidade também acompanha a situação dos hotéis Manta e Tourist, de Pelotas. O Manta foi lacrado depois da decretação de falência, num processo marcado por dívidas milionárias e pendências trabalhistas, incluindo FGTS não depositado. O primeiro leilão do Manta terminou sem licitantes. O Tourist Parque Hotel, do mesmo processo de falência, também ficou sem propostas.
O leiloeiro Giancarlo Peterlongo havia dito, antes da primeira etapa, que buscava o maior valor possível para pagar funcionários e os credores mais urgentes. Os recursos dos leilões são para as massas falidas do Manta e do Tourist. Não há informação de que cubram dívidas do Estoril.
Segunda praça sai pela metade do preço
Na segunda etapa, o lance mínimo do Manta cai para R$ 9,076 milhões, metade da avaliação inicial. Para o Tourist, o valor cai para R$ 4.656.500. Somados, os dois lances mínimos chegam a R$ 13.732.500.
Uma terceira data está definida para 28 de outubro, se a segunda não atrair licitantes. Nessa etapa, o edital não fixa valor mínimo, e poderão ser apresentados lances de qualquer valor.
Serviço: o leilão é eletrônico. A segunda etapa termina nesta quarta (21), último dia para lances on-line no site do leiloeiro. O pagamento pode ser à vista ou com entrada mínima de 25% e o restante em até 30 parcelas mensais, corrigidas pelo IPCA. O interessado precisa se cadastrar e obter habilitação no site da Peterlongo Leilões com antecedência mínima de 24 horas úteis. A terceira etapa está marcada para 28 de outubro.
Perguntas frequentes
O que é rescisão indireta?
É quando o trabalhador encerra o contrato por faltas graves do empregador e sai com direito às verbas de uma demissão sem justa causa.
Quando termina a segunda etapa do leilão do Manta e do Tourist?
A segunda etapa termina nesta quarta (21), último dia para lances on-line no site do leiloeiro; a terceira está marcada para 28 de outubro.
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