PT de Agudo vê Senado e governo abaixo do esperado; abstenção no município foi de 14,66%
Presidente do partido citou cerca de 1.800 eleitores fora das urnas; dados do TSE registram 1.837 abstenções entre 12.534 aptos.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 22:06 · 2 min de leitura

O PT de Agudo, na região Central, avaliou que foi abaixo do esperado no primeiro turno, em 4 de outubro, na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado. A avaliação foi feita em entrevista à Rádio Agudo nesta terça (13). O presidente da legenda, Sergio Amaral de Mello, também chamou atenção para o número de eleitores que não foram votar.
Em Agudo, havia 12.534 eleitores aptos. Deles, 1.837 não compareceram, o equivalente a 14,66% do eleitorado, segundo os dados do TSE. Mello falou em cerca de 1.800 pessoas, contando brancos e nulos. Pelos dados oficiais, só as abstenções somam 1.837. Brancos e nulos são contados à parte: na disputa presidencial, foram 333 brancos e 181 nulos no município.
Mello afirmou que a abstenção também foi expressiva em outras cidades da Quarta Colônia. Segundo ele, o partido temia que parte do eleitorado deixasse de votar por se tratar de eleição para cargos estaduais e federais.
Zucco teve 67% em Agudo
Para governador, Zucco (PL) foi o mais votado no município, com 6.453 votos (67,06%). Juliana Brizola (PDT), aliada do PT na composição, ficou com 1.981 (20,59%). Gabriel Souza (MDB) teve 1.116 votos (11,60%).
No Estado, Zucco foi eleito governador no 1º turno, com 58,05% dos votos válidos.
Para o Senado, Sanderson (PL) somou 6.266 votos em Agudo, e Marcel van Hattem (Novo), 6.177. Paulo Pimenta (PT) teve 2.151, e Manuela D'Ávila (PSOL), 2.106. Mello disse que o resultado ficou abaixo das expectativas do partido. Sobre o governo, avaliou que a estratégia de composição entre os partidos, incluindo a aliança com Juliana Brizola, não deu o retorno esperado.
PT cita deputados e diz que queda não foi só da esquerda
Entre os candidatos do PT à Câmara e à Assembleia, Valdeci Oliveira recebeu 701 votos para deputado federal em Agudo. Sidi Cardoso teve 190 votos para deputado estadual; na entrevista, Mello citou 192.
Mello disse ainda que a queda de desempenho não ficou restrita aos partidos de esquerda. Segundo ele, o eleitorado também mudou de comportamento em relação às siglas de centro. Em Agudo, o candidato do MDB ao governo ficou em terceiro, com 11,60%.
Participou da conversa o professor e suplente de vereador Gerson Schirmer, que atua no campus da UFSM em Cachoeira do Sul. Ele falou da trajetória de filho de pequeno agricultor que chegou ao mestrado e ao doutorado com programas dos governos Lula. A entrevista tratou ainda do Plano Safra, do incentivo à agricultura familiar e dos efeitos do tarifaço sobre as exportações brasileiras.
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