Próximo presidente herda dívida de 82,9% do PIB, Selic alta e crescimento de 1,32%
Mercado projeta inflação de 4,32% e Selic de 12% para 2027, e os planos de Lula e Flávio Bolsonaro trazem pouco sobre Previdência.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Quem vencer o segundo turno, neste domingo (25), assume a Presidência em 2027 com as contas públicas pressionadas. A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, ou R$ 11,1 trilhões, segundo o Banco Central. O indicador reúne União, INSS, estados e municípios.

Para o gaúcho, o recado está no bolso e no crédito. Juros altos encarecem o financiamento de quem produz e investe no RS, e a inflação projetada segue acima da meta. Mesmo quando a Selic começa a cair, as taxas cobradas do consumidor demoram a acompanhar o movimento.
Dívida sobe 4,2 pontos em 2026
A dívida avançou 0,3 ponto percentual do PIB em relação a julho. No ano, a alta é de 4,2 pontos, puxada principalmente pelos juros nominais, que responderam por 6,5 pontos. O pico da série foi em dezembro de 2020, com 87,6%.
Em agosto, o governo central teve déficit de R$ 14,7 bilhões, enquanto os governos regionais ficaram com superávit de R$ 2,7 bilhões. A trajetória não aponta para alívio rápido. A Genial Investimentos projeta que a dívida ainda subiria até 2029, mesmo com ajuste fiscal.
Focus vê PIB menor e juro de 12% em 2027
O Relatório Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (19), trouxe revisões para o primeiro ano do novo mandato. A previsão de inflação (IPCA) para 2027 subiu de 4,30% para 4,32%. A meta é de 3%, com teto de 4,5%.
A expectativa de crescimento do PIB para 2027 recuou de 1,40% para 1,32%. Para a Selic, o mercado segue prevendo 12% ao fim de 2027. A taxa atual é de 13,75%. Para o fim de 2026, a projeção é de 13,25%.
A sócia da Finscale Letícia Moschioni avalia que a Selic poderia encerrar 2027 entre 13% e 13,5% se as dúvidas fiscais da transição política persistirem.
Segundo reportagem de Zero Hora com especialistas, os planos de governo de Lula e de Flávio Bolsonaro não trazem propostas concretas para a Previdência. Pesquisadores ouvidos pelo jornal apontam o tema, junto com a política do salário mínimo e a sustentabilidade dos programas sociais, como pressão certa sobre as despesas obrigatórias do próximo governo.
O próximo Focus sai em 26 de outubro. O presidente eleito toma posse em 1º de janeiro de 2027.
Perguntas frequentes
Qual é a dívida bruta do governo em agosto de 2026?
A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB, ou R$ 11,1 trilhões, segundo o Banco Central.
Qual a projeção da Selic para o fim de 2027?
O mercado projeta Selic de 12% ao fim de 2027; a taxa atual é de 13,75%.
Quando o presidente eleito toma posse?
O presidente eleito toma posse em 1º de janeiro de 2027.
Saber mais
- Banco Central via CNN Brasil (dívida bruta de agosto)
- Jornal do Comércio (dívida bruta e série histórica)
- Forbes Brasil (projeção da Genial para a dívida)
- InfoMoney (Boletim Focus de 19/10/2026)
- Sou Brasília (Focus de 19/10/2026)
- Paraíba Business (Focus e Selic atual)
- Portal do Agronegócio (meta de inflação)
- O Tempo (Focus e eleições)
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