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Flávio cogita militar da Marinha na Defesa; Lula pode ter 1ª ministra da pasta

Dois cenários para o Ministério da Defesa circulam a um dia do segundo turno: um almirante com Flávio Bolsonaro ou a secretária-geral Cinara Wagner Fredo com Lula.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Fachada do edifício do Ministério da Defesa, em Brasília, sede da pasta em disputa nos cenários para o próximo governo.
Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) cogita nomear um militar para o Ministério da Defesa se for eleito presidente neste domingo (25). A origem mais provável seria a Marinha, segundo a Folha de S.Paulo, que publicou a informação nesta sexta (23). Se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for reeleito, a secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo, pode se tornar a primeira mulher a comandar o ministério.

Quadro: Flávio cogita militar da Marinha na Defesa; Lula pode ter 1ª ministra da pasta
Entenda em um quadro · Bairrista

A escolha define quem comanda o orçamento e as compras das três Forças, que mantêm unidades no Rio Grande do Sul, como o Comando Militar do Sul, em Porto Alegre. A disputa está empatada: o Datafolha divulgado nesta quinta (22) mostra Flávio e Lula com 50% dos votos válidos cada um. No total de votos, Flávio tem 47% e Lula, 46%. A pesquisa ouviu eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Flávio: um militar, e só um, no primeiro escalão

Segundo a Folha, Flávio comentou com aliados que gostaria de ter um oficial das Forças Armadas na Defesa. Esse seria o único militar no primeiro escalão, além do chefe do Gabinete de Segurança Institucional, cargo que costuma ficar com um fardado. O desenho seria uma inflexão moderada em relação ao governo de Jair Bolsonaro, que colocou militares na Casa Civil, na Saúde e em Minas e Energia.

O ministro precisaria ser oficial-general de quatro estrelas. Os dois nomes citados são os almirantes Flávio Rocha, ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos, e Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia. Generais do Exército que falavam com a família Bolsonaro estão presos por tentativa de golpe. Não há declaração pública do candidato sobre o tema.

Aliados mais moderados defendem um civil. Entre os cotados estão Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa, e o senador Carlos Portinho (PL-RJ), autor da PEC que busca garantir previsibilidade ao orçamento de defesa. A proposta tramita no Senado e previa originalmente um piso de 2% do PIB.

Lula: Múcio quer Cinara como sucessora

Em caso de reeleição, o ministro José Múcio Monteiro deixaria o cargo, e ele defende o nome de Cinara. Ela ocupa a secretaria-geral desde junho de 2025 e é braço-direito do ministro. Cinara é servidora de carreira do INSS, formada em Direito, e fez mestrado em Administração Pública na Fundação Getulio Vargas.

Segundo a Folha, Múcio já tentou entregar o cargo, mas Lula o convenceu a ficar. Se o petista vencer, o ministro pode pedir para sair antes do fim do mandato, e Cinara assumiria de forma interina. Desde a criação do ministério, em 1999, a pasta nunca foi comandada por uma mulher. O primeiro militar no cargo foi o general Joaquim Silva e Luna, no governo Michel Temer.

O segundo turno ocorre neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília.

Perguntas frequentes

Quem Flávio Bolsonaro cogita para o Ministério da Defesa?

Segundo a Folha de S.Paulo, ele cogita um militar, com origem mais provável na Marinha. Os nomes citados são os almirantes Flávio Rocha e Bento Albuquerque.

Quem pode ser a primeira mulher ministra da Defesa?

Se Lula for reeleito, a secretária-geral Cinara Wagner Fredo pode assumir a pasta, à qual José Múcio pretende sugerir o seu nome.

Quando é o segundo turno da eleição?

Neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília.

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