Flávio cogita militar da Marinha na Defesa; Lula pode ter 1ª ministra da pasta
Dois cenários para o Ministério da Defesa circulam a um dia do segundo turno: um almirante com Flávio Bolsonaro ou a secretária-geral Cinara Wagner Fredo com Lula.
Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

O senador Flávio Bolsonaro (PL) cogita nomear um militar para o Ministério da Defesa se for eleito presidente neste domingo (25). A origem mais provável seria a Marinha, segundo a Folha de S.Paulo, que publicou a informação nesta sexta (23). Se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) for reeleito, a secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo, pode se tornar a primeira mulher a comandar o ministério.

A escolha define quem comanda o orçamento e as compras das três Forças, que mantêm unidades no Rio Grande do Sul, como o Comando Militar do Sul, em Porto Alegre. A disputa está empatada: o Datafolha divulgado nesta quinta (22) mostra Flávio e Lula com 50% dos votos válidos cada um. No total de votos, Flávio tem 47% e Lula, 46%. A pesquisa ouviu eleitores entre 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Flávio: um militar, e só um, no primeiro escalão
Segundo a Folha, Flávio comentou com aliados que gostaria de ter um oficial das Forças Armadas na Defesa. Esse seria o único militar no primeiro escalão, além do chefe do Gabinete de Segurança Institucional, cargo que costuma ficar com um fardado. O desenho seria uma inflexão moderada em relação ao governo de Jair Bolsonaro, que colocou militares na Casa Civil, na Saúde e em Minas e Energia.
O ministro precisaria ser oficial-general de quatro estrelas. Os dois nomes citados são os almirantes Flávio Rocha, ex-secretário especial de Assuntos Estratégicos, e Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia. Generais do Exército que falavam com a família Bolsonaro estão presos por tentativa de golpe. Não há declaração pública do candidato sobre o tema.
Aliados mais moderados defendem um civil. Entre os cotados estão Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa, e o senador Carlos Portinho (PL-RJ), autor da PEC que busca garantir previsibilidade ao orçamento de defesa. A proposta tramita no Senado e previa originalmente um piso de 2% do PIB.
Lula: Múcio quer Cinara como sucessora
Em caso de reeleição, o ministro José Múcio Monteiro deixaria o cargo, e ele defende o nome de Cinara. Ela ocupa a secretaria-geral desde junho de 2025 e é braço-direito do ministro. Cinara é servidora de carreira do INSS, formada em Direito, e fez mestrado em Administração Pública na Fundação Getulio Vargas.
Segundo a Folha, Múcio já tentou entregar o cargo, mas Lula o convenceu a ficar. Se o petista vencer, o ministro pode pedir para sair antes do fim do mandato, e Cinara assumiria de forma interina. Desde a criação do ministério, em 1999, a pasta nunca foi comandada por uma mulher. O primeiro militar no cargo foi o general Joaquim Silva e Luna, no governo Michel Temer.
O segundo turno ocorre neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília.
Perguntas frequentes
Quem Flávio Bolsonaro cogita para o Ministério da Defesa?
Segundo a Folha de S.Paulo, ele cogita um militar, com origem mais provável na Marinha. Os nomes citados são os almirantes Flávio Rocha e Bento Albuquerque.
Quem pode ser a primeira mulher ministra da Defesa?
Se Lula for reeleito, a secretária-geral Cinara Wagner Fredo pode assumir a pasta, à qual José Múcio pretende sugerir o seu nome.
Quando é o segundo turno da eleição?
Neste domingo (25), das 8h às 17h, no horário de Brasília.
Saber mais
- Folha de S.Paulo – Flávio cogita nomear militar para a Defesa, e Lula poderá ter primeira mulher na pasta
- CNN Brasil – Datafolha: Flávio e Lula empatam em 50% de votos válidos no 2º turno
- Clube FM – Empate total: Datafolha mostra Lula e Flávio Bolsonaro com 50%
- Diário do Centro do Mundo – Lula já tem nome para substituir Múcio no Ministério da Defesa
- Revista Sociedade Militar – Múcio articula primeira mulher para assumir o Ministério da Defesa
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