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Agro lidera doações a Lula e Flávio; Battistella deu R$ 500 mil a cada um

Eloi Marchett, empresário da soja, doou R$ 2 milhões ao senador do PL, segundo dados parciais do TSE; o segundo turno é neste domingo (25).

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Foto: Agro lidera doações a Lula e Flávio; Battistella deu R$ 500 mil a cada um
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Os maiores doadores individuais das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) são empresários do agronegócio. Os dados são da prestação de contas parcial entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Erasmo Carlos Battistella, que comanda a Be8, empresa de biodiesel, e integra o Conselhão, lidera a lista de Lula com R$ 500 mil. Ele doou o mesmo valor a Flávio, cujo maior doador é Eloi Vitório Marchett, empresário da soja, com R$ 2 milhões.

O eleitor decide entre os dois neste domingo (25), e o retrato das doações mostra de onde vem o dinheiro privado de cada candidato. Flávio somava R$ 38,85 milhões em recursos privados financeiros e Lula, R$ 2,98 milhões, em consulta ao sistema do TSE na quinta-feira (22). Já do Fundo Eleitoral, Lula recebeu R$ 123,78 milhões.

Battistella doou R$ 500 mil a cada candidato

Battistella, fundador e CEO da Be8, deu R$ 500 mil a Lula ainda no primeiro turno. O valor equivale a um quarto de tudo o que o petista recebeu de pessoas físicas, e o empresário repassou a mesma quantia a Flávio no mesmo dia.

A doação de Marchett é mais recente. Ele deu os R$ 2 milhões em 15 de outubro. Nelson José Vigolo, também empresário do ramo, doou R$ 1,1 milhão. Outro doador do agro de Flávio é Walter Schlatter, prefeito de Chapadão do Sul (MS), que destinou R$ 300 mil à candidatura.

Doações a Flávio quase triplicam no segundo turno

Segundo dados parciais analisados pela Folha de S.Paulo, 76 pessoas doaram ao menos R$ 2.500 diretamente à campanha, e 57 delas ocupam cargos no governo ou trabalham em estatais. A pessoa física é a única origem possível de doação privada: a lei eleitoral proíbe contribuições de empresas.

O ritmo das doações a Flávio acelerou no segundo turno. De 5 a 16 de outubro, a campanha recebeu R$ 20,3 milhões, quase o triplo dos R$ 7,5 milhões do primeiro turno inteiro. No mesmo período, Lula recebeu R$ 772,5 mil em doações.

Os números são parciais e mudam conforme as campanhas lançam novas receitas no DivulgaCandContas, o sistema do TSE. O prazo da prestação de contas final das campanhas que foram ao segundo turno termina em 14 de novembro. A consulta às doações é pública no portal do TSE.

Perguntas frequentes

Quem são os maiores doadores de Lula e Flávio Bolsonaro?

Entre os maiores doadores individuais estão Erasmo Carlos Battistella, que deu R$ 500 mil a cada candidato, e Eloi Vitório Marchett, que doou R$ 2 milhões a Flávio.

Quanto Flávio Bolsonaro recebeu de doações privadas?

Segundo consulta ao sistema do TSE na quinta-feira (22), Flávio somava R$ 38,85 milhões em recursos privados financeiros, enquanto Lula tinha R$ 2,98 milhões.

Empresas podem doar para campanhas eleitorais?

Não. A lei eleitoral proíbe contribuições de empresas; a pessoa física é a única origem possível de doação privada.

Até quando é a prestação de contas final das campanhas do segundo turno?

O prazo termina em 14 de novembro.

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