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Presidente do Samae diz que Caxias é contra microrregiões e quer coleta de esgoto em 93%

Ao completar 200 dias no cargo, Edson da Rosa também relata como o Plano de Ação de Emergência das barragens do Dal Bó foi usado nas chuvas de setembro.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 3 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

Edson da Rosa, presidente do Samae, conversa com outro homem em sala de reunião.
Foto: Divulgação/SER Caxias

O diretor-presidente do Samae de Caxias do Sul, Edson da Rosa, afirmou nesta segunda (19), ao completar 200 dias no cargo, que a autarquia e o prefeito são contra a criação de microrregiões de saneamento e contra qualquer privatização do serviço. Da Rosa também fixou a meta de elevar a coleta de esgoto da cidade de cerca de 78% para 93%.

Quadro: Presidente do Samae diz que Caxias é contra microrregiões e quer coleta de esgoto em 93%
Entenda em um quadro · Bairrista

Na prática, a regionalização tiraria da autarquia a decisão sobre os investimentos em água e esgoto de Caxias.

Projeto estadual ainda é possibilidade na Assembleia

O governo estadual apresentou o RS Saneamento em 30 de março, no Palácio Piratini. A Secretaria da Reconstrução Gaúcha informou que enviaria à Assembleia Legislativa um projeto de lei complementar para criar a Microrregião Única de Saneamento, com adesão dos municípios em blocos regionais. A pasta classifica o projeto como em fase inicial de estruturação.

Em 7 de outubro, Da Rosa se reuniu com o presidente da Assembleia, Sérgio Peres. O encontro tratou da possibilidade de o governo enviar o projeto de lei complementar.

O governador Eduardo Leite negou, em visita a Caxias, que haja proposta de privatização do Samae e disse que o foco é a regionalização. Segundo ele, a regionalização atende às exigências do marco legal, que prevê universalizar a coleta e o tratamento de esgoto até 2033.

Da Rosa disse que o Samae mobiliza outros municípios e enviou correspondências aos deputados. Os serviços municipais de Novo Hamburgo (Comusa) e São Leopoldo (Semae) também são contrários à regionalização e defendem a gestão municipal. Segundo o presidente, Caxias e o Samae não foram convidados para a reunião em que o assunto foi apresentado.

O presidente defende que a autarquia é superavitária. Ele já citou orçamento acima de R$ 400 milhões e mais de 400 servidores.

Esgoto: meta de 93% e projetos em contratação

Da Rosa afirmou que o abastecimento de água na área urbana já se aproxima de 99%. No esgoto, o Samae contratou por licitação uma empresa para elaborar os projetos que faltam. O marco legal do saneamento fixa 90% da população com coleta e tratamento até 2033.

O presidente também citou estudos para comprar energia no mercado livre, já que o Samae está entre os grandes consumidores do Sul. Sobre o Canaliza Caxias, disse que o Samae repassou os recursos à Prefeitura e que atrasos em licitações cabem à secretaria responsável pelo programa.

Dal Bó: plano foi usado nas chuvas de setembro

O Complexo Dal Bó reúne as barragens São Paulo, São Pedro e São Miguel. A zona de autossalvamento do complexo abrange cerca de 9 mil pessoas. Em 21 de setembro, o Samae classificou o Plano de Ação de Emergência (PAE) em nível de alerta, após chuva forte.

Naquele dia, a água da Represa São Miguel chegou a cerca de 30 centímetros do vertedouro, e famílias do bairro Fátima próximas às barragens foram orientadas a sair de casa. O Samae informou que a mudança de nível decorreu das condições hidrológicas, e não de problemas na estrutura.

Da Rosa disse que os moradores seguiram as orientações dadas antes. O Fátima foi o bairro-piloto do plano, com reunião no centro comunitário. Outro encontro, com a União das Associações de Bairros, reuniu representantes de 10 a 12 bairros da área prevista no PAE. O presidente afirmou que o Samae fez nova reunião com a Defesa Civil e aproveita o decreto de emergência para identificar correções.

Quem mora perto das barragens pode acompanhar a situação no site do Samae, que atualiza os níveis a cada 30 minutos.

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