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Ponte de Porto Xavier tem contrato de R$ 214,6 milhões assinado e ordem de serviço dada

A obra sobre o Rio Uruguai ganhou a Rivoli como vencedora em abril de 2025, e o consórcio tem 1.440 dias para entregar a ponte de 950 metros.

Redação Bairrista · 13 de outubro de 2026 às 17:03 · 2 min de leitura

Ponte Internacional Porto Xavier–San Javier sobre o Rio Uruguai. Foto: Divulgação/Jornalnoroeste
Foto: Divulgação/Jornalnoroeste

A Ponte Internacional entre Porto Xavier (RS) e San Javier (Argentina) já tem contrato e ordem de serviço. O contrato com o Consórcio Ponte Rio Uruguai-RS, liderado pela Rivoli, foi assinado em 15 de outubro de 2025. O investimento é de R$ 214,6 milhões, com prazo de execução de 1.440 dias.

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada em 19 de dezembro de 2025, em reunião virtual organizada pelo DNIT.

Para o Noroeste e as Missões, a ponte deve substituir a travessia por balsa. Hoje o serviço é feito por duas balsas, uma brasileira e outra argentina, e para nas cheias intensas do Rio Uruguai por segurança. No lado brasileiro, os acessos de 900 metros ligam a ponte direto à BR-392.

Vencedora ficou 5% abaixo do valor do DNIT

O DNIT homologou o resultado da Concorrência nº 470/2024-00 em 24 de abril de 2025. A Rivoli Construtora, sediada em Mato Grosso, lidera o consórcio e apresentou proposta de R$ 214.681.195,71, cerca de 5% abaixo da estimativa do DNIT. Outras sete proponentes entraram na disputa, e todas ficaram dentro dos parâmetros do edital.

Além da Rivoli, o consórcio reúne Vereda Engenharia, Construtora Mello Azevedo, Ambipgern Engenharia Ambiental e Agrar Consultoria e Estudos Técnicos.

Na época, o deputado estadual Eduardo Loureiro (PDT) afirmou que "agora falta apenas a assinatura do contrato". A assinatura levou mais seis meses. O processo atrasou por um impasse na Comissão Binacional Brasil–Argentina. A delegação argentina havia pedido a suspensão do contrato por não ter sido comunicada oficialmente sobre a licitação.

O entrave foi resolvido em reunião virtual entre os dois países, que liberou o DNIT para assinar.

Licenciamento e indenizações vêm antes da obra

A ordem de serviço foi assinada pelo superintendente regional do DNIT, Hiratan Pinheiro, e por Saverio Santoro, representante das empresas do consórcio. O contrato é integrado e começa pelos licenciamentos ambientais, segue com a elaboração do projeto e termina com a execução da obra. Os recursos são federais, do Novo PAC.

No Brasil, o licenciamento ambiental está em andamento. Parte dos estudos de uma licitação anterior foi reaproveitada, o que cortou cerca de cinco meses da etapa.

Estima-se que de 25 a 30 famílias tenham áreas na zona prevista para o complexo aduaneiro, hoje de expansão urbana mas ainda com registro rural. Esse enquadramento exige critérios técnicos e legais para definir os valores das indenizações.

A ponte terá cerca de 950 metros, duas faixas de rolamento e espaço para pedestres e ciclistas. O contrato tem vigência total de 1.620 dias.

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