Polícia Civil prende em Canoas empresário suspeito de 34 golpes com móveis planejados
Prejuízo estimado chega a R$ 1,3 milhão; suspeito cobrava tudo adiantado e bloqueava clientes que pediam a entrega, segundo a investigação da 2ª DP.
Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 23:49 · 2 min de leitura

A Polícia Civil prendeu preventivamente nesta quinta (15), em Canoas, um empresário suspeito de receber por móveis planejados e obras sem entregar o serviço. A Operação Projeto Frustrado começou na terça (13) e terminou com a prisão do suspeito. A investigação soma 34 casos e prejuízo estimado de R$ 1,3 milhão.
Quem contratou marcenaria ou reforma em Canoas e não recebeu o que pagou pode ser uma das vítimas. A Polícia Civil orienta que outras pessoas com situação parecida registrem ocorrência.
Suspeito cobrava tudo antes e sumia na hora da entrega
Segundo a polícia, o suspeito exigia das vítimas o pagamento antecipado por todos os projetos e produtos. Ele usava a internet e, principalmente, as redes sociais para fechar negócios. Em alguns casos, segundo o delegado Rodrigo Caldas, titular da 2ª Delegacia de Polícia de Canoas, ele entregava no máximo parte do serviço.
Quando o cliente cobrava o cumprimento do contrato, o homem bloqueava os contatos, conforme a investigação. A apuração durou cerca de três meses.
Segundo Caldas, o suspeito mantinha quatro empresas em Canoas e na zona sul de Porto Alegre. Para a polícia, a troca de estabelecimentos e endereços atraía novos clientes e dificultava a localização dele.
Os valores variam muito entre as vítimas. Segundo o ABCmais, há relatos de perdas de até R$ 200 mil, e uma cliente pagou R$ 110 mil para mobiliar uma casa inteira.
Prisão saiu na terceira tentativa
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil. Segundo o delegado, ela só foi cumprida na terceira tentativa, porque o suspeito trocava de endereço. Quando foi encontrado, o homem já tinha aberto outra loja em Porto Alegre. Segundo Caldas, ele preparava a mudança para uma nova loja no interior, a pelo menos 230 quilômetros da Capital. O município não foi informado.
A operação também cumpriu três mandados de busca e apreensão, em Canoas, Porto Alegre e Gravataí. A polícia não divulgou o nome da empresa para não atrapalhar as investigações.
Vítimas afirmam que o suspeito exibia nas redes sociais viagens a Dubai e Paris. Segundo o delegado, ele dizia aos clientes que tinha falido e não conseguiria cumprir o contrato. O inquérito está em fase final, com diligências pendentes antes de seguir ao Judiciário. A defesa do suspeito não foi localizada.
O que fazer
- Quem foi vítima: registrar ocorrência e levar contrato, comprovantes de pagamento, conversas e projetos. A Polícia Civil pede que novos casos sejam comunicados.
- Ao contratar: exigir contrato com prazos e materiais descritos, guardar recibos e preferir pagar por etapas, ligadas à entrega. Consulte também o CNPJ da empresa na Receita Federal.
Serviço Registro de ocorrência: qualquer delegacia da Polícia Civil. Investigação: 2ª Delegacia de Polícia de Canoas.
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