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Polícia aponta dívidas e cheques como motivo da morte de empresário em Farroupilha

Três homens de 20, 36 e 44 anos foram presos em Bento Gonçalves, e um deles usava jaqueta e mochila que seriam da vítima, segundo a Polícia Civil.

Redação Bairrista · Repórter de Polícia · · 3 min de leitura

Ônibus da Delegacia Móvel da Polícia Civil gaúcha estacionado em via pública.
Foto: HyldeK / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Dívidas e a intenção de obter cheques que estavam com o empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos, são apontadas pela Polícia Civil como possível motivação do latrocínio ocorrido em Sertorina, no interior de Farroupilha. Três homens, de 20, 36 e 44 anos, foram presos temporariamente na segunda-feira (19), em Bento Gonçalves.

O caso, que mexeu com a Serra desde agosto, passa a ter suspeitos identificados. Boroto era proprietário de uma revenda de veículos em Bento Gonçalves. A investigação segue na Delegacia de Polícia de Farroupilha, e os presos continuam à disposição da Justiça.

Mandante seria próximo da vítima

Um dos presos, apontado como mandante, mantinha relação de amizade com Boroto e fazia negócios e transações financeiras com ele. Pela principal linha de investigação, o crime foi planejado para roubar cheques da vítima e eliminar dívidas que esse suspeito tinha com o empresário. A polícia não divulgou o valor das dívidas nem a quantidade de cheques.

Segundo a reconstrução da polícia, o mandante sabia que Boroto estaria num jantar naquela noite. Ele teria levado os outros dois investigados até o sítio e os deixado à espera. O empresário havia participado de um jantar em Garibaldi. Boroto voltou à propriedade perto da meia-noite.

O corpo apresentava ferimentos provocados por golpes de machado, e a ferramenta foi encontrada perto do local. A vítima foi localizada em um açude perto da propriedade. Na mesma madrugada, o Jeep Renegade do empresário foi achado em chamas no bairro Vila Nova II, em Bento Gonçalves. Para a polícia, o incêndio serviu para apagar vestígios.

Câmeras e buscas em oito endereços

As imagens de videomonitoramento permitiram reconstruir os deslocamentos dos envolvidos e a sequência dos fatos na noite do crime. Com outras técnicas investigativas, levaram à identificação dos três suspeitos.

Os três foram localizados em Bento Gonçalves. Um estava no trabalho, em um supermercado. Os outros dois foram presos quando prestavam depoimento em procedimentos sem relação com o caso, um na 1ª DP e outro na 2ª DP. Segundo a Polícia Civil, um dos presos usava uma jaqueta e uma mochila que teriam sido roubadas da vítima.

Nas buscas em oito endereços, os policiais encontraram duas pistolas e munições no apartamento de um dos investigados. Cheques e anotações também foram apreendidos. A polícia não informou se haverá perícia balística nas armas.

Prisão temporária e próximos passos

A Justiça deferiu as prisões temporárias no início da tarde de segunda, e as equipes saíram para cumprir os mandados antes do início do período de restrição a prisões cautelares previsto na legislação eleitoral. Nos crimes hediondos, como o latrocínio, a lei prevê prisão temporária de 30 dias, prorrogável por mais 30. Nesse prazo, a polícia pode pedir a conversão em preventiva.

Os nomes dos presos e de seus advogados não foram divulgados. A operação foi coordenada pelo delegado Fernando Cruz Alexandre, titular da Delegacia de Polícia de Farroupilha, com apoio da 1ª e da 2ª DP de Bento Gonçalves. Os cheques e as anotações apreendidos seguem em análise e devem embasar as próximas diligências do inquérito.

Perguntas frequentes

Quem são os presos pela morte do empresário em Farroupilha?

Três homens, de 20, 36 e 44 anos, foram presos temporariamente na segunda-feira (19), em Bento Gonçalves. Os nomes não foram divulgados.

Qual a suspeita de motivação do crime?

A Polícia Civil aponta dívidas e a intenção de obter cheques que estavam com a vítima, o empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos.

Por quanto tempo os suspeitos podem ficar presos?

Por crime hediondo como o latrocínio, a prisão temporária é de 30 dias, prorrogável por mais 30, período em que a polícia pode pedir a conversão em preventiva.

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