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PF pede mais prazo em inquéritos sobre Lulinha; defesa fala em "pesca probatória"

Os três inquéritos no STF apuram suposto tráfico de influência em favor de empresas, e o filho de Lula nega irregularidades.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A stack of closed, unlabeled legal folders on a polis
Ilustração: Bairrista

A Polícia Federal pediu mais prazo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para concluir dois dos três inquéritos que investigam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito. O pedido foi feito no início de outubro, quando expirou o prazo inicial de 60 dias. A defesa de Lulinha nega irregularidades.

Os inquéritos seguem abertos no segundo mandato de Lula. Nenhum deles tem ligação com o Rio Grande do Sul: todos tramitam no STF e tratam de órgãos e empresas do governo federal.

Os três inquéritos

A PF investiga Lulinha em três inquéritos, autorizados pelo STF a partir do fim de julho. O ministro André Mendonça é relator de dois deles, e o ministro Flávio Dino, do terceiro.

  • Primeiro: a PF pediu a abertura em 24 de julho, e Mendonça determinou a investigação em 30 de julho.

  • Segundo: também autorizado por Mendonça, no dia seguinte, apura se Lulinha atuou para beneficiar uma empresa de tecnologia da informação junto à Dataprev. A Dataprev negou à CNN ter acordos com a companhia citada.

  • Terceiro: corre sob sigilo e apura a suposta atuação de um grupo de pessoas para favorecer empresas junto ao governo federal. Dino autorizou a abertura em 4 de agosto.

As investigações começaram depois que veio a público a proximidade de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do INSS. Os dois sempre negaram irregularidades.

O que a PF quer apurar

A PF pediu à área técnica o detalhamento dos vínculos societários de Lulinha, de suas movimentações bancárias e dos registros de agenda dele e de outros alvos em órgãos públicos. Também solicitou o levantamento de viagens no Brasil e no exterior. No ofício, os investigadores dizem que as diligências em curso ainda não terminaram.

A posição da defesa

A defesa de Lulinha reagiu ao pedido. Em nota, classificou as novas medidas como "pesca probatória", a chamada fishing expedition, quando se investiga de forma genérica, sem alvo definido.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula, disse à CNN Brasil na segunda (19) que entregou os sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha a Mendonça. Para ele, as investigações carecem de sustentação jurídica e persistem por causa do peso do sobrenome.

O pedido de prorrogação está com Mendonça, relator de dois dos inquéritos.

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