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Petróleo recua 7,63% após oferta do Irã, mas alívio na bomba do RS não é imediato

Teerã diz que Ormuz pode reabrir em dois dias se Washington aceitar suas condições, enquanto relatos de ataque dos EUA a Qeshm elevam a tensão.

Redação Bairrista · Repórter de Economia · · 2 min de leitura

Ilustração: estreito de mar calmo entre costas áridas, com um navio petroleiro ao longe e um barril de petróleo boiando perto
Imagem: Bairrista

O Brent para janeiro caiu 7,63% na segunda-feira (2), de US$ 113,43 para US$ 104,77 o barril, depois que o Irã disse ter um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias. O WTI para dezembro recuou 7,66%, para US$ 96,46.

Para quem abastece no Rio Grande do Sul, a queda do barril não chega sozinha à bomba. O preço de gasolina e diesel nos postos gaúchos depende também do câmbio, dos custos de refino e distribuição e dos tributos, além da cotação internacional. A Petrobras não anunciou, até aqui, mudança nos preços de refinaria ligada ao episódio.

Infográfico: Brent cai 7,63% com oferta do Irã sobre Ormuz
Infográfico · Bairrista

Oferta do Irã tem condições e depende de Washington

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a proposta pode ser implementada em dois dias. O prazo vale se os Estados Unidos aceitarem as exigências iranianas. Entre elas está o fim do bloqueio naval norte-americano contra portos do país. A lista inclui o levantamento de sanções ao petróleo iraniano e uma rota de navegação combinada com Omã.

O ministro iraniano Abbas Araghchi disse que a decisão está nas mãos dos americanos. As conversas são indiretas, com mediação do Catar. Não há acordo anunciado nem confirmação de que Ormuz será reaberto. A proposta aumentou as esperanças de melhora no fluxo de petróleo, mas não garantiu acesso irrestrito aos petroleiros.

Relatos de ataque a Qeshm elevam a tensão

A agência estatal iraniana IRNA noticiou cinco explosões na ilha de Qeshm, perto de Ormuz, na noite de segunda. Veículos internacionais atribuíram a ação a ataques dos EUA, com base em autoridades americanas que não quiseram se identificar. Essas fontes disseram que os ataques foram defensivos, em resposta a forças iranianas que usariam mísseis terra-ar contra ativos americanos. Não há comunicado público do Comando Central dos EUA nos relatos consultados.

A queda de segunda é anterior a esses relatos, publicados na terça (3). Os dados consultados não permitem dizer como o mercado reagiu especificamente ao ataque. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse haver progresso nas conversas.

O que acompanhar no RS

O Goldman Sachs elevou, no domingo, suas previsões para o petróleo por causa dos riscos de abastecimento. Ou seja, mesmo com a queda, o mercado ainda embute risco de oferta. A região de Ormuz concentra entre 20% e 30% do petróleo mundial e boa parte do gás natural liquefeito.

Para o consumidor gaúcho, os termômetros a acompanhar são os comunicados de preço de refinaria da Petrobras e o levantamento semanal de preços da ANP nos postos. Se Washington aceitar as condições, o prazo de dois dias para a reabertura de Ormuz começaria a contar a partir daí.

Perguntas frequentes

O preço da gasolina no RS cai logo após a queda do petróleo?

Não necessariamente. O preço na bomba depende também do câmbio, dos custos de refino e distribuição e dos tributos, e a Petrobras não anunciou, até aqui, mudança nos preços de refinaria ligada ao episódio.

Quando o Estreito de Ormuz pode ser reaberto?

Segundo o Irã, em até dois dias, mas somente se os Estados Unidos aceitarem as exigências iranianas. Não há acordo anunciado.

Onde acompanhar os preços dos combustíveis no RS?

Nos comunicados de preço de refinaria da Petrobras e no levantamento semanal de preços da ANP nos postos.

O que pode impedir a queda do petróleo de continuar?

O Goldman Sachs elevou suas previsões para o petróleo no domingo por causa dos riscos de abastecimento, e a região de Ormuz concentra entre 20% e 30% do petróleo mundial.

Saber mais: fontes consultadas (6)

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

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