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Paraguai rejeita sanção da China a ministro e Villate diz que vai acelerar projetos com Taiwan

Pequim congelou bens do titular de Tecnologias, proibiu negócios com ele e vetou sua entrada na China, em Hong Kong e em Macau; Washington criticou a medida.

Redação Bairrista · 17 de outubro de 2026 às 03:19 · 2 min de leitura

Foto do Departamento de Estado dos EUA, que criticou a sanção chinesa ao ministro paraguaio
Foto: U.S. Department of State from United States / Wikimedia Commons (Public domain)

A China sancionou na segunda (12) o ministro paraguaio de Tecnologias da Informação e Comunicação, Gustavo Villate, com base na Lei Antissanções Estrangeiras. A ordem veio um dia depois de ele saudar Taiwan pelo feriado nacional da ilha, em publicação no X. O governo do Paraguai rejeitou a medida no mesmo dia.

Quadro: Paraguai rejeita sanção da China a ministro e Villate diz que vai acelerar projetos com Taiwan
Entenda em um quadro · Bairrista

Para o leitor gaúcho, o efeito direto é limitado. A sanção atinge uma pessoa, não a economia paraguaia, e nenhuma mudança em regras de comércio foi anunciada. O caso interessa ao RS porque o Paraguai é vizinho e sócio do Mercosul, e a disputa passa por quem fornece tecnologia e infraestrutura digital no país.

O que Pequim determinou

As medidas incluem congelar os bens de Villate na China, proibir transações com organizações e pessoas chinesas e vetar sua entrada na China continental, em Hong Kong e em Macau.

O chanceler de Belize, Francis Fonseca, foi sancionado com as mesmas medidas.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, disse que políticos dos dois países serviram de peões das autoridades taiwanesas. Pequim anunciou "medidas de retorsão" para puni-los e servir de advertência a outros.

A China também acusa os dois de difundir "informação falsa" sobre supostos ciberataques de Pequim.

Em julho, o Paraguai e a Embaixada dos EUA em Assunção disseram que ataques ligados ao governo chinês comprometeram sistemas do Estado paraguaio. Pequim rejeitou a acusação.

Assunção responde e Villate promete acelerar

A Chancelaria paraguaia afirmou que as sanções geram "fricções desnecessárias" e reiterou o apoio a Taiwan.

Villate escreveu que nenhuma sanção externa condiciona as decisões do país.

O ministro sustenta que a punição é resposta aos avanços tecnológicos, econômicos e de inovação que o Paraguai impulsiona com Taiwan. A carta extensa foi divulgada na quinta (15). Nela, Villate anunciou que vai acelerar iniciativas conjuntas, entre elas o Yguazú Digital, o Parque Tecnológico e a Universidade Politécnica Taiwan-Paraguai, além de projetos do sistema nacional de informação em saúde.

Na carta, Villate lembrou que o ministério publicou, com o governo dos EUA, uma declaração conjunta sobre operações cibernéticas maliciosas ligadas à China contra instituições paraguaias.

Ele também citou um data center planejado, com padrões de segurança para evitar interferência estrangeira nas empresas do projeto.

Washington critica a coerção chinesa

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tommy Pigott, disse que o governo Trump se opõe à coerção chinesa contra países do hemisfério por exercerem seus direitos soberanos.

As medidas têm peso sobretudo simbólico, porque autoridades de países que reconhecem Taiwan raramente viajam à China.

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