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Oposição argentina cobra Milei por saída de Flávio Bolsonaro e pede reconhecer Lula

Parlamentares querem que o chefe de Gabinete, o chanceler e a ministra da Segurança expliquem à Câmara a passagem do senador brasileiro pelo país.

Redação Bairrista · Repórter de Política · · 1 min de leitura

Javier Milei cumpre autoridade equatoriana em encontro de gabinetes em Quito, com bandeiras ao fundo
Foto: Presidencia de la República del Ecuador / Wikimedia Commons (Public domain)

Deputados da oposição argentina acusaram nesta quarta (28) o governo de Javier Milei de cumplicidade na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos. Eles também cobram que a Casa Rosada reconheça a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 25 de outubro. A cobrança foi divulgada em declaração pública conjunta.

A Argentina é o único país da América Latina que ainda não reconheceu o resultado eleitoral brasileiro, segundo o Metrópoles. O relato é de que Flávio entrou pela fronteira de Foz do Iguaçu com Puerto Iguazú, ponto de passagem do comércio e da circulação entre os dois países.

O que os deputados pedem

Parlamentares apresentaram pedidos de informações, convocações de ministros e denúncias judiciais. O líder do bloco, Germán Martínez, também cobrou o reconhecimento da vitória de Lula. Esteban Paulón apresentou um dos pedidos de informação.

O documento pede esclarecimentos à Câmara sobre eventual conhecimento prévio, colaboração oficial ou uso de recursos públicos no deslocamento de Flávio. A oposição fala em "cumplicidade", uma acusação política.

O que diz o governo argentino

A Direção Nacional de Migrações primeiro negou registro de ingresso do senador no país e depois confirmou a passagem, segundo a imprensa argentina.

A senadora Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança de Milei, reconheceu a vitória de Lula nesta quarta (28).

Os deputados querem que o governo responda aos pedidos já protocolados. Também pedem a convocação do chefe de Gabinete, Diego Santilli, do chanceler Pablo Quirno e da ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva. Cabe à Câmara dos Deputados argentina decidir se os três serão chamados.

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