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Operação prende 11 e mira grupo que comandava crimes de dentro de cinco presídios do RS

Com 36 buscas em seis cidades, de Alvorada a Balneário Pinhal, a Polícia Civil apura ordens dadas por aplicativo de mensagens a integrantes em liberdade.

Redação Bairrista · 15 de outubro de 2026 às 15:40 · 2 min de leitura

Operação prende 11 e mira grupo que comandava crimes de dentro de cinco presídios do RS
Foto: Divulgação/Governo do RS

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação Cadeia de Comando contra um grupo suspeito de coordenar o tráfico de drogas de dentro de presídios gaúchos. Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em Alvorada, Viamão, Canoas, Gravataí, Agudo e Balneário Pinhal.

A polícia informou 11 pessoas presas e 800 gramas de maconha apreendidos.

O grupo tem base em Alvorada e ramificações em outras cidades da Região Metropolitana, no interior e no Litoral Norte. Dos 11 alvos de prisão, oito já estavam detidos e receberam novos mandados. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos.

Ordens saíam das celas por aplicativo

A investigação começou em fevereiro de 2026, quando a Draco de Viamão passou a acompanhar um suspeito ligado ao grupo. A atuação se concentra em Alvorada, mas chega a vários municípios da Região Metropolitana. Os integrantes se chamam de "Tropa do Caos", e o grupo é ligado a uma das principais facções do RS.

De acordo com o delegado Alexandre Luiz Fleck, titular da Draco de Viamão, os suspeitos coordenavam as atividades por aplicativos de mensagens, mesmo presos. As ordens iam para integrantes em liberdade. Envolviam o transporte e a entrega de drogas, a movimentação de armas de fogo e coletes balísticos e o fornecimento de veículos para crimes.

O grupo também é investigado por roubos, homicídios e tráfico de armas. Segundo Fleck, usava agressões e torturas para cobrar dívidas.

Cinco unidades e mais de 170 policiais

Mais de 170 policiais civis participaram da operação, com apoio da Polícia Penal. Também foram cumpridas ordens judiciais em cinco unidades prisionais:

  • Penitenciária Estadual de Porto Alegre;
  • Cadeia Pública de Porto Alegre;
  • Penitenciária Estadual de Charqueadas III;
  • Penitenciária Estadual do Jacuí;
  • Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.

Fleck afirmou que é difícil impedir que presos sigam comandando crimes. Para ele, a investigação mostra que faltam mecanismos legais para dificultar essa comunicação. A Draco segue apurando a estrutura do grupo.

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