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Operação israelense em Hebron desloca 3.189 pessoas; Cisjordânia fecha na eleição

Entre os deslocados há 209 crianças menores de dois anos e 258 pessoas com 60 anos ou mais, segundo relatório anexado ao comunicado da prefeitura.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 1 min de leitura

Foto: Operação israelense em Hebron desloca 3.189 pessoas; Cisjordânia fecha na eleição
Foto: Yacob Elbaz / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

A prefeitura de Hebron, na Cisjordânia ocupada, informou nesta segunda (26) que 3.189 pessoas foram deslocadas pela operação em curso. A ação militar israelense começou depois de um ataque que matou dois soldados na sexta (23).

O comunicado traz um relatório estatístico sobre as famílias afetadas. São 491 famílias, entre elas 209 crianças menores de dois anos e 258 pessoas com 60 anos ou mais. Na terça (27), dia da eleição israelense, o Exército fechará todas as passagens terrestres da Cisjordânia. Trabalhadores palestinos ficam proibidos de entrar e sair de todo o território, inclusive das zonas industriais.

O ataque ocorreu em um posto de controle na entrada norte de Hebron. Dois palestinos armados mataram dois soldados e feriram três, antes de morrerem em tiroteio. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou uma operação "antiterrorista" na região. As tropas entraram no bairro de Ein Deir Baha, onde moravam os agressores, e mandaram os moradores saírem.

O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que os deslocados não poderão voltar até que o que chamou de "infraestrutura do Hamas" seja desmontada. O Exército diz que o objetivo da ação é desmontar a infraestrutura terrorista e evitar novos ataques. Uma estimativa anterior da Autoridade Palestina apontava 2.670 deslocados. A Sociedade de Prisioneiros Palestinos registra 50 detidos em Hebron desde sexta.

A organização israelense de direitos humanos B'Tselem condenou os planos de deslocar à força os moradores e de promover destruição generalizada na área. O prefeito de Hebron, Yousef al-Jabari, disse que a operação tem motivação eleitoral.

Israel vai às urnas na terça (27), em eleição vista como um referendo sobre a liderança de Netanyahu e sua política de segurança. As restrições de circulação para trabalhadores palestinos valem de domingo até segunda, e o fechamento total das passagens vale durante todo o dia da votação.

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