Ataque de pânico e crise de ansiedade diferem; dor no peito e falta de ar pedem o 192
Os sintomas se confundem, mas o pânico tem marcas próprias: começa de repente, chega ao pico em minutos e passa.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 3 min de leitura

O ataque de pânico é o surgimento súbito de medo ou desconforto intensos, acompanhado de pelo menos quatro sintomas emocionais e físicos. "Crise de ansiedade" é uma expressão do dia a dia, usada para vários episódios em que a ansiedade aumenta, e não um diagnóstico com definição única.
A diferença muda o que fazer: reconhecer o quadro ajuda a acolher sem minimizar, e desconfiar de outra causa pode evitar que um problema cardíaco ou respiratório passe despercebido. Para o leitor gaúcho, o primeiro passo fora da emergência costuma ser a unidade básica de saúde do seu município.
Como reconhecer um ataque de pânico
Os sintomas começam de forma súbita, chegam ao pico em até 10 minutos e desaparecem alguns minutos depois. Entre os sinais, o Manual MSD lista medo de morrer, medo de enlouquecer ou perder o controle, sensação de irrealidade, dor ou desconforto no tórax, tontura, sensação de engasgo, náusea, formigamento, palpitações, falta de ar, sudorese e tremores.
O ataque pode vir de um susto ou aparecer do nada. Pode ser desencadeado por algo amedrontador ou surgir espontaneamente. Ter um gatilho claro, portanto, não descarta o pânico.
Um ataque isolado não é, por si só, um transtorno. Segundo o Manual MSD, o transtorno do pânico aparece quando os ataques são repetidos, inesperados e vêm acompanhados de preocupação persistente com novas crises durante pelo menos um mês. Quem passa a evitar lugares onde já teve uma crise também deve contar isso ao profissional de saúde.
Como ajudar durante o episódio
A orientação da UFSCar, no campus de Araras, é conversar de maneira acolhedora e nunca minimizar o sofrimento. Em vez de dizer "isso só está na sua cabeça", a universidade sugere algo como "eu sei que você está aflito, estou aqui com você e vou te ajudar". Cobrar que a pessoa "se controle" não ajuda. Perguntar o que costuma funcionar para ela e respeitar seu espaço, sem impor contato físico, também ajuda.
Depois que a crise passa, a orientação é encaminhar a pessoa para ajuda profissional. O Ministério da Saúde recomenda não se automedicar nem recorrer a álcool ou outras drogas para aliviar os sintomas do pânico.
Quando o caso é de urgência
O pânico pode imitar problemas graves. A dor no peito pode ocorrer durante um ataque, e a pessoa pode temer que seja um infarto. Por isso, dor no peito, dificuldade importante para respirar e perda de consciência não devem ser atribuídas automaticamente à ansiedade, sobretudo se forem sintomas novos ou diferentes dos episódios anteriores.
Esses sinais constam entre os motivos para acionar o SAMU. Segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, o 192 deve ser chamado em casos como dor forte no peito e dificuldade de respirar. A lista da Prefeitura de Tabatinga (AM) inclui falta de ar intensa e perda de consciência.
O tratamento
Para ataques recorrentes, o caminho é a avaliação com psicólogo ou psiquiatra. Segundo o Manual MSD, o tratamento pode incluir antidepressivos, ansiolíticos, terapia de exposição e psicoterapia. Uma ansiedade que se prolonga e atrapalha a rotina também merece avaliação, mesmo sem a forma de ataque de pânico.
Serviço
Em caso de dor forte no peito, falta de ar intensa ou desmaio, tu liga 192, o número do SAMU. O serviço é público, gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. A chamada pode ser feita de qualquer telefone, fixo ou celular. Para sintomas que se repetem, a orientação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima ou um profissional de psicologia ou psiquiatria.
Perguntas frequentes
Ataque de pânico passa sozinho?
Segundo o Manual MSD, os sintomas chegam ao pico em até 10 minutos e desaparecem alguns minutos depois.
Quando ligar para o 192 na crise de ansiedade?
Em caso de dor forte no peito, dificuldade importante para respirar ou perda de consciência, o SAMU deve ser acionado, pois esses sinais não devem ser atribuídos automaticamente à ansiedade.
Quando procurar tratamento para ataques de pânico?
Quando os ataques são repetidos e inesperados e vêm acompanhados de preocupação persistente com novas crises por pelo menos um mês, o caso merece avaliação com psicólogo ou psiquiatra.
Saber mais
- Manual MSD – Ataques de pânico e síndrome do pânico
- Manual MSD – Fatos rápidos: ataques de pânico
- UFSCar Araras – O que fazer quando alguém tem uma crise de ansiedade/pânico
- Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Saúde – Transtorno do pânico
- Secretaria de Saúde do Espírito Santo – Samu 192: como e quando acionar
- Prefeitura de Tabatinga – SAMU 192: quando ligar
- Humanlife – Quando chamar o SAMU 192
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