Obra no prédio histórico do Félix da Cunha, em Pelotas, chega a 80,45%
Interditado desde 2017, o casarão da rua Benjamin Constant recebe R$ 1,2 milhão do governo do Estado e deve ficar pronto até o fim de dezembro.
Redação Bairrista · Repórter de Educação · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

A recuperação do prédio histórico da Escola Estadual Félix da Cunha, em Pelotas, está 80,45% concluída. A obra começou em agosto de 2025 e tem previsão de término até o fim de dezembro, com investimento de R$ 1,2 milhão do governo do Estado.

Para quem estuda e trabalha na escola, o casarão da rua Benjamin Constant, interditado desde 2017, deve voltar a ser usado por inteiro até o fim do ano. A direção já planeja distribuir as turmas pelas salas, agora com forro, assoalho, luzes e aberturas recuperadas.
Do desabamento à reforma
Em 2024, a obra entrou na lista de reformas e manutenção do governo estadual. Na época, só a parte externa foi contemplada.
O diretor da escola, Leonardo Costa Alves, e a ex-diretora e integrante da comissão diretiva Rejane Monteiro acompanharam o prédio já recuperado. "Foram muitos anos de lutas", lembrou Rejane.
"Foram vários anos sem podermos utilizar da forma como ele merecia e como a comunidade merece tê-lo. E toda a comunidade, pois é um patrimônio da cidade", disse Alves.
O que já foi feito
O engenheiro e fiscal da obra pela Secretaria de Obras Públicas (SOP), Waldomiro Cardoso, explicou que a equipe procurou preservar, sempre que possível, os elementos originais. Os ladrilhos do hall de entrada, por exemplo, serão reaproveitados. "Vamos usar os originais que restaram em blocos, como um tapete, o que mandamos fazer ao redor", afirmou. As engenheiras Natasha Rodrigues e Rosane Postilione também participam da fiscalização.
Os serviços foram divididos em duas etapas. A primeira cuidou dos anexos, com:
- recuperação estrutural da cobertura do acesso;
- manutenção da cobertura dos anexos;
- recuperação de pisos;
- pintura dos muros junto à quadra;
- recuperação da rede hidráulica.
A segunda etapa chegou ao prédio histórico. Foi preciso demolir uma laje comprometida e construir outra, por risco de desabamento. Também foram recuperadas a estrutura de madeira dos pisos internos e as esquadrias, com reparo das ferragens e recolocação de vidros. A cobertura foi refeita por inteiro, com estrutura de madeira, telhas e calhas.
As instalações elétricas foram recuperadas e modernizadas. Os ambientes internos ganharam pisos de madeira e pintura. O piso da quadra foi recuperado, e novos equipamentos foram instalados.
Um casarão com mais de um século
O Félix da Cunha foi fundado em 1913, e Simões Lopes Neto foi o orador da cerimônia inaugural. A escola ocupa o endereço atual desde 1944, no antigo palacete da família Ribas. O casarão é assobradado e de estilo eclético.
A próxima etapa é organizar o material e distribuir as turmas pelas salas, para que todos os espaços voltem a ser usados até o fim de dezembro.
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