Newcastle: Mapa confirma foco em granja de 6 mil perus no Oeste de SC
Granja de Nova Itaberaba está interditada, as aves não apresentavam sintomas e 133 propriedades de quatro municípios catarinenses entram em monitoramento.
Por que afeta o RS: A cadeia avícola de Santa Catarina é integrada à do Rio Grande do Sul, e a vigilância sanitária pode restringir circulação e exportação de aves e produtos gaúchos.
Redação Bairrista · Repórter de Agro · · 2 min de leitura · feita com IA, checada pela redação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A existência do foco foi confirmada no domingo (18). A ocorrência foi divulgada nesta segunda (19) e levou à interdição do local e à suspensão da movimentação de aves.

O foco fica em estado vizinho e integrado às cadeias avícolas do Sul, o que torna relevante a vigilância sanitária sobre a circulação de aves e produtos entre SC e RS. Segundo o ministério, a propriedade está isolada e nenhum animal saiu do local desde o início do alojamento das aves. Para a ABPA, a Acav e o Sindicarne-SC, trata-se de "uma questão de sanidade animal", e não de segurança dos alimentos.
Granja tem cerca de 6 mil aves
A propriedade abriga aproximadamente 6 mil perus. A vigilância ativa da Cidasc, a companhia de defesa agropecuária catarinense, identificou o vírus em exames de laboratório, embora as aves não apresentassem sinais clínicos. O diagnóstico foi confirmado pelo Mapa após análise de amostras no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.
Entre as medidas previstas estão o sacrifício sanitário das aves da propriedade e a limpeza e desinfecção das instalações. A vigilância abrange Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, e a área de monitoramento inclui 133 granjas. A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e a Cidasc também emitiram a Nota Técnica 001/2026, que reforça a biosseguridade nas granjas.
Produtos inspecionados seguem seguros
O Mapa afirma que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal, a doença pode infectar humanos, mas geralmente causa conjuntivite leve e passageira.
O Mapa informou que vai notificar a Organização Mundial de Saúde Animal e os parceiros comerciais do Brasil. Sobre eventual suspensão de exportações, a resposta do governo foi que ainda não há nada objetivo a informar.
Os próximos passos são o sacrifício das aves, a desinfecção da granja e o monitoramento das 133 propriedades da região, conduzidos pela Cidasc em conjunto com o Mapa.
Saber mais
- Agência Brasil (via Acessa.com)
- Governo de Santa Catarina / Cidasc (via ClicRDC)
- Governo de Santa Catarina / Cidasc (via Eder Luiz)
- Mapa (via Cidadão Consumidor)
- Nota conjunta ABPA, Acav e Sindicarne-SC (via Canal Rural/NoticiaMax)
- Mapa (via SBT News)
- Feed&Food
- CompreRural
- Ministério da Agricultura e Pecuária
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