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Novo ataque houthi mata uma pessoa no aeroporto de Riade, fechado até ao menos sábado (17)

Arábia Saudita promete resposta "séria", e o ministro da Energia diz que a segurança energética não está garantida; o barril de petróleo passou de US$ 105 na segunda (12).

Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 09:00 · 3 min de leitura

Novo ataque houthi mata uma pessoa no aeroporto de Riade, fechado até ao menos sábado (17)
Foto: http://www.amc.af.mil/ / Wikimedia Commons (Public domain)

TÍTULO: Novo ataque houthi mata uma pessoa no aeroporto de Riade, fechado até pelo menos sábado (17)

LINHA FINA: Arábia Saudita promete resposta "séria", e o ministro da Energia diz que a segurança energética não está garantida; o barril de petróleo passou de US$ 105 na segunda (12).

Um novo ataque dos houthis do Iêmen ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, matou uma pessoa no domingo (11). A vítima foi um cidadão paquistanês, e 11 pessoas ficaram feridas, segundo a Autoridade Saudita de Aviação Civil. O terminal está fechado desde o ataque do dia anterior.

Para quem acompanha o preço dos combustíveis, o ponto é o petróleo. A Arábia Saudita é a maior exportadora de petróleo do mundo, e o barril do tipo Brent passou de US$ 105 na segunda (12). A cotação do barril costuma repercutir nos preços dos combustíveis em todo o país, inclusive no RS.

Aeroporto fechado e ataques em série

O ataque de domingo veio um dia depois do mais letal em solo saudita em mais de uma década. Esse ataque, no sábado (10), matou ao menos 13 pessoas e feriu mais de 300. A autoridade de aviação civil saudita também relatou um ataque ao aeroporto de Dammam, na costa leste.

Um aviso aos aeronavegantes (Notam) indica que o aeroporto de Riade fica fechado até pelo menos 17 de outubro. As companhias aéreas cancelaram voos.

Na segunda (12), os ataques continuaram. A Arábia Saudita disse ter interceptado três mísseis balísticos dos houthis: um sobre Riade e dois sobre Khamis Mushait, no sudoeste do país. Os houthis afirmaram que miraram o aeroporto de Riade e uma base militar.

Riade promete resposta

No domingo, a Arábia Saudita prometeu retaliar contra os rebeldes apoiados pelo Irã. O porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas, Turki al-Maliki, chamou o ataque ao terminal de passageiros de "crime de guerra".

Na segunda, o ministro da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, falou numa conferência de energia em Riade. "A segurança energética não pode ser considerada garantida", afirmou. Ele disse que os acontecimentos das últimas semanas são graves e que a resposta saudita deve ser igualmente séria. Segundo o ministro, as circunstâncias testaram a infraestrutura, as instituições, o povo e a resistência do país.

Guerra no Iêmen reacendeu

Os ataques ocorrem em meio à escalada entre os houthis e as forças do governo iemenita, apoiado por Riade. O combate aumentou após o colapso de um cessar-fogo mediado pela ONU, em vigor em grande parte desde 2022.

Na terça (13), os houthis avisaram que, se a Arábia Saudita atacasse Saná, retaliariam contra instalações da Aramco e o aeroporto de Riade. Um dirigente houthi também alertou os Estados Unidos de que haveria uma "resposta dolorosa" caso entrem no conflito. O presidente americano, Donald Trump, disse ter falado com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, mas não informou se vai aderir à campanha.

Serviço

  • Aeroporto Internacional Rei Khalid (Riade): fechado até pelo menos 17 de outubro, conforme o Notam.
  • Quem tem viagem marcada para a Arábia Saudita: deve consultar a companhia aérea antes de ir ao aeroporto.

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