Itamaraty eleva para 40 os brasileiros mortos na guerra da Ucrânia; são 108 desaparecidos
Balanço divulgado nesta terça (13) soma duas mortes e seis desaparecimentos a mais que o anterior, e o governo não sabe quantos brasileiros se alistaram.
Redação Bairrista · 14 de outubro de 2026 às 09:51 · 2 min de leitura

O Ministério das Relações Exteriores atualizou nesta terça (13) o número de brasileiros mortos na guerra entre Rússia e Ucrânia: são 40. Outros 108 estão desaparecidos em combate.
Entre os mortos, 38 integravam as forças ucranianas e dois combatiam pelo lado russo. Entre os desaparecidos, 98 estavam vinculados ao Exército da Ucrânia e dez às forças da Rússia.
O balanço anterior registrava 38 mortos e 102 desaparecidos. Foram acrescentadas duas mortes e seis ocorrências de desaparecimento, o que leva a 148 o total de brasileiros nessas duas situações. Em 30 de julho, o Itamaraty havia confirmado 35 brasileiros mortos e 92 desaparecidos.
Só entram casos comunicados pelos governos
A contagem inclui apenas casos comunicados oficialmente por Rússia e Ucrânia ao governo do Brasil. O governo brasileiro não tem número consolidado de quantos brasileiros se alistaram.
Alerta segue valendo
O Itamaraty mantém a recomendação de que convites ou ofertas de trabalho militar em outros países sejam recusados. A pasta avisa que brasileiros que participam desses conflitos podem enfrentar processos tanto em tribunais internacionais quanto no Brasil. A base legal citada é o artigo 7º do Código Penal.
A assistência consular também fica limitada. Ela pode ser severamente limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de outros países. Não há obrigação do poder público de pagar passagens ou custear o retorno de cidadãos do exterior.
O ministério afirma que presta assistência consular dentro das possibilidades, com orientações às famílias e, em certas circunstâncias, pequenos auxílios a cidadãos em situação de vulnerabilidade. O Itamaraty não informou quantas famílias foram notificadas.
Serviço
Brasileiros em zonas de conflito que precisem de assistência consular podem procurar a Embaixada do Brasil no país onde estão. Outra opção é o plantão da Divisão de Comunidades Brasileiras e Assistência Consular do Itamaraty, em Brasília.
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