Nigéria confirma primeiro caso de ebola em Abuja e monitora 44 contatos de paciente
Mulher que veio de Uganda passou nove dias entre os primeiros sintomas e a internação em hospital privado, e só teve o diagnóstico confirmado nesta terça (20).
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

A Nigéria confirmou nesta terça (20) o primeiro caso de ebola em Abuja, a capital do país. A paciente é uma mulher que chegou há pouco ao país em voo internacional vindo de Uganda. Ela está isolada e recebe atendimento em um hospital privado do Território da Capital Federal, onde fica Abuja. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Muhammad Ali Pate.
O caso surge durante a epidemia que atinge a República Democrática do Congo (RDC) desde maio. A epidemia é causada pelo vírus Bundibugyo, espécie do ebola para a qual não existe vacina nem tratamento específico. O governo nigeriano não divulgou o nome do hospital nem o estado de saúde da mulher.
Nove dias até o diagnóstico
A mulher começou a apresentar sintomas em 7 de outubro e foi internada no hospital privado em 11 de outubro, antes de receber o diagnóstico de ebola. Segundo Pate, ela recebeu atendimento por vários dias até a confirmação. A confirmação saiu em 20 de outubro, nove dias depois da internação.
44 contatos sob rastreamento
O governo já identificou 44 contatos próximos, entre profissionais de saúde, pacientes, cuidadores e pessoas que estiveram com ela na viagem. Equipes de saúde pública buscam outras pessoas que possam ter sido expostas.
O hospital onde a mulher foi atendida recebe apoio imediato para reforçar o controle de infecção. O governo pediu que unidades públicas e privadas de saúde do país fiquem em alerta máximo, isolem rapidamente casos suspeitos e notifiquem as autoridades. A Nigéria não detalhou novas regras de controle para viajantes vindos de Uganda ou da RDC.
Pate disse que o ebola se espalha pelo contato direto com sangue ou fluidos corporais de pessoa doente ou morta pela doença, e também por materiais contaminados. Ele orientou a população a lavar as mãos com frequência, evitar contato com fluidos de quem seja suspeito de ter ebola e ficar atenta a sintomas.
Epidemia na RDC e casos no Quênia
Na RDC, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrava 8.728 casos confirmados e 4.205 mortes até 6 de outubro, letalidade de 48,2%. Os casos aparecem em 64 zonas de saúde de sete províncias. Dados mais recentes da OMS apontam mais de 9.000 casos e 4.381 mortes. A OMS declarou o surto emergência de saúde pública de importância internacional em maio.
No Quênia, a OMS foi informada em 5 de outubro de um caso importado da RDC, e o paciente morreu no mesmo dia. Um parente dele, de 39 anos, testou positivo depois.
A Nigéria informou que a investigação continua. A Força-Tarefa Presidencial sobre Ebola e o Centro Nigeriano de Controle de Doenças (NCDC) vão divulgar novas atualizações.
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