Netanyahu diz que Irã e aliados podem atacar para atrapalhar eleição de terça
Premiê israelense fala em "sinais de inteligência" e ameaça resposta "desproporcional", a dois dias da votação em que pesquisas mostram Gadi Eisenkot à frente.
Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (25) que o Irã e seus aliados podem tentar atrapalhar com ataques as eleições desta terça (27). Ele disse ter "sinais de inteligência" de ataques, em vídeo divulgado por seu gabinete. Netanyahu acrescentou que as Forças de Defesa de Israel estão prontas para operações defensivas e ofensivas.

O alerta vem de um premiê que está atrás na maioria das pesquisas. Para quem vive no RS, o resultado define o rumo da guerra com o Irã, que mexe com petróleo, câmbio e a segurança de brasileiros na região.
Aviso foi gravado junto a bateria antimísseis
Segundo o Times of Israel, Netanyahu falou diante de uma bateria antibalística Arrow e repetiu o aviso de que o Irã ou um aliado poderia atacar nos próximos dias. Ele ameaçou os adversários: "Vocês sofrerão golpes desproporcionais".
O premiê faz campanha com a imagem de segurança e cita a guerra que lançou contra o Irã em fevereiro, ao lado dos Estados Unidos. Na quarta-feira, disse ter mandado as forças de segurança trabalharem para derrubar o regime clerical iraniano. O canal 13 de TV noticiou na semana passada que o chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, disse em reunião privada não ver necessidade operacional de atacar o Irã antes da eleição.
Pesquisas mostram Eisenkot à frente, sem maioria
Os últimos levantamentos colocam o Yashar, de Eisenkot, na frente do Likud. A pesquisa mais recente do Canal 12 dá 23 cadeiras a Eisenkot e 21 ao Likud. No pró-Netanyahu Canal 14, o Likud aparece com 30 cadeiras e Eisenkot com cerca de 20.
Nos blocos, as três pesquisas finais de TV deram ao bloco de Eisenkot de 52 a 56 cadeiras, contra 50 do bloco de Netanyahu. Nenhum dos dois alcança as 61 cadeiras necessárias numa Knesset de 120.
Serviço
A votação é nesta terça (27). A Comissão Central Eleitoral informa que 7,3 milhões de israelenses podem votar e que 100 mil trabalhadores atuarão na eleição. O chefe da polícia prometeu proteger a integridade do pleito.
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