🔍
Urgente Votação em Pelotas é tranquila no 2º turno; três urnas são trocadas em zonas da região
Domingo, 25 de outubro de 2026 · Edição para POADólar R$ 4,97 ▼ 1,93%Euro R$ 5,56 ▼ 2,10%Ibov 205,1 mil ▼ 0,17%Nasdaq 26,0 mil ▼ 0,71%17°C 🌧
Agro
GeralMundo

Ensaio com vacinas contra o Ebola Bundibugyo começa na RDC; surto passa de 9,7 mil casos

Primeiro voluntário recebeu a Ervebo em Bunia; as duas candidatas feitas para o Bundibugyo ainda precisam de autorização para entrar no estudo.

Redação Bairrista · Repórter de Geral · · 2 min de leitura

Ilustração do Bairrista sobre: Symbolic, non-literal editorial illustration (no reenactment of the event, no people): A single glass vaccine vial standing on a warm wooden
Ilustração: Bairrista

A República Democrática do Congo (RDC) iniciou nesta sexta (23) o ensaio clínico Tumaini, que vai testar vacinas contra o ebolavírus Bundibugyo. O primeiro participante foi vacinado em Bunia, capital da província de Ituri, onde o surto começou.

Quadro: Ensaio com vacinas contra o Ebola Bundibugyo começa na RDC; surto passa de 9,7 mil casos
Em números · Bairrista

Para o leitor gaúcho, o estudo interessa como vigilância internacional: a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como emergência de saúde pública de importância internacional, e Quênia e Nigéria registraram casos importados.

Só uma das três vacinas foi aplicada até agora

Três candidatas serão avaliadas: a Ervebo e vacinas experimentais da Moderna e da Universidade de Oxford, em parceria com o Serum Institute of India. Por enquanto, só a primeira entrou. A Ervebo, da Merck, é licenciada contra a doença causada pelo ebolavírus Zaire. Isso não garante que ela proteja contra o Bundibugyo, a espécie por trás do surto atual.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que o ensaio vai mostrar se as vacinas desenhadas para o Bundibugyo funcionam. Enquanto isso, a Ervebo será testada.

O Tumaini é um ensaio adaptativo de fase 2/3, que avalia segurança, imunogenicidade e eficácia de várias candidatas num mesmo protocolo. O método é a vacinação em anel, que recruta pessoas que tiveram contato com casos confirmados. A coordenação é do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica do Congo (INRB), com a Universidade de Antuérpia. O estudo tem apoio da OMS, do Ministério da Saúde congolês e da CEPI, coalizão que financia vacinas contra epidemias.

O registro do estudo no ClinicalTrials.gov, atualizado em setembro, estimava a conclusão da coleta principal de dados em abril de 2027. O número de voluntários não foi divulgado.

Surto passa de 9,7 mil casos confirmados

Até 20 de outubro, a OMS contabilizava 9.704 casos confirmados e 4.687 mortes, em 66 zonas de saúde de oito províncias da RDC. A transmissão segue alta e sustentada no país.

No Quênia, são nove casos, com uma morte. A Nigéria confirmou um caso importado em Abuja em 20 de outubro.

As duas candidatas específicas para o Bundibugyo, de Oxford e da Moderna, devem entrar na plataforma depois de mais desenvolvimento e de autorização das autoridades regulatórias congolesas.

📱 As principais do dia, do teu jeito

Escolhe os assuntos e a região. Chega no WhatsApp, no e-mail ou nos dois. Sai quando quiser.

Sem spam e de graça, como tem que ser 🧉 · privacidade

Saber mais

Produzida e checada pela redação do Bairrista. Viu um erro? Fala com a redação.

Leia também