Nasa prevê mais fogo em Roraima, Amapá e norte do Pará em novembro e dezembro
Satélites detectam alta de fogo desde setembro; em Manaus, a fumaça manteve suspensas as aulas da rede municipal até quarta (14).
Redação Bairrista · 16 de outubro de 2026 às 06:36 · 2 min de leitura

A Nasa informou nesta quinta (15) que a seca associada ao El Niño deixou a Amazônia mais propensa a incêndios. Cientistas dizem que a região entrou nos primeiros estágios do que deve ser uma temporada de fogo longa e severa.
No Rio Grande do Sul, o ponto de contato é o próprio El Niño. O fenômeno, que neste ano é associado à seca no Norte, costuma trazer mais chuva ao Sul do país.
A fumaça já interfere na rotina de quem vive na Amazônia. Em Manaus, a prefeitura manteve as aulas da rede municipal suspensas até esta quarta (14) por causa da qualidade do ar.
Fogo avança desde setembro
Desde setembro de 2026, satélites detectam aumentos acentuados de fogo e de emissões de fumaça na Amazônia central e leste. A faixa com mais atividade vai das florestas ao redor de Manaus e Santarém até a foz do rio Amazonas.
Nesta segunda (12), a fumaça encobriu Manaus. Naquele dia, a prefeitura registrou ar em condição extremamente ruim, com partículas finas (PM2,5) acima de 135 microgramas por metro cúbico. A prefeitura atribui a fumaça a queimadas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e Metropolitana, além de outros estados.
Na sexta (9), as aulas da rede municipal já haviam sido suspensas, e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades presenciais.
Próxima onda deve atingir Roraima, Amapá e norte do Pará
Douglas Morton, cientista da Nasa no Centro de Voos Espaciais Goddard, explicou que o fogo segue uma cascata provocada pelo El Niño. "Agora, na Amazônia, estamos vendo cair o segundo dominó", afirmou.
Morton e colegas esperam nova onda de fogo em novembro e dezembro em Roraima, no norte do Pará e no Amapá. A previsão inclui partes da Venezuela, da Guiana e do Suriname.
Morton estima que os incêndios perto de Manaus e Santarém sigam até a chegada da estação chuvosa, em dezembro ou janeiro.
Quem mora na região amazônica ou vai viajar para lá deve acompanhar os boletins da Prefeitura de Manaus e da Defesa Civil sobre a qualidade do ar. A próxima janela de risco apontada pela Nasa é novembro, em Roraima, no Amapá e no norte do Pará.
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